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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Produtos veganos para cabelos loiros


No final do ano passado resolvi fazer luzes e pesquisei bastante sobre produtos veganos para descoloração, tintura e manutenção. Não é das coisas mais fáceis de se encontrar, mas estes são os produtos que tenho usado e gostado atualmente:






1. Água oxigenada e pó descolorante da Inoar (Color System).

Os 2 não contém ingredientes de origem animal (mas a tintura contém queratina) e são bem acessíveis. O pote de água oxigenada com 80 ml custou cerca de R$4 e o pó descolorante com 300 g custou R$25. 

Composição da água oxigenada

Composição do pó descolorante


2. Olaplex - passos 1 e 2.

Para garantir que meu cabelo não ficasse detonado com a descoloração, resolvi investir nos passos 1 e 2 de Olaplex. Comprei fracionado pelo Mercado Livre por cerca de R$160, que dura mais ou menos 5 aplicações dependendo de quanto pó descolorante será usado (o valor do kit full size é bem mais caro) e levei no salão para que a cabeleireira misturasse com a ox e o pó descolorante. 

De acordo com o site e a resposta do SAC, eles não contém ingredientes de origem animal nem estão envolvidos com testes em animais. Para saber como se usa, o site do Brasil explica direitinho.

Gostei muito do resultado e a minha cabeleireira ficou impressionada como o meu cabelo ficou sedoso e não danificou após as luzes bem clarinhas. No entanto, o tempo de descoloração durou bem mais que o normal, segundo ela. 


Problemas típicos de quem tem gato carente em casa


1. Shampoo Bleach Blondes da Lee Stafford.

De acordo com a resposta do SAC da Lee Stafford, esse shampoo é vegano.

Eu já testei vários shampoos desamareladores e esse é de longe o melhor, na minha opinião. Ele deixa os fios mais branquinhos, não resseca e tem um cheiro ótimo. O preço não é muito convidativo (cerca de R$45 por 250 ml), mas eu uso 1 vez por semana.




2. Shampoo seco Light & Blonde da Batiste

O shampoo seco da Batiste para cabelos claros/loiros tem uma coloração amarelada e disfarça a raiz escura. Gosto muito de como ele segura a oleosidade até o dia seguinte. É só borrifar pequenos jatos na raiz e massagear com os dedos para espalhar.  

Tenho a raiz do cabelo super oleosa e se eu fico 2 dias sem lavar o cabelo, percebo um aspecto ensebado. Já testei o shampoo em pó da Lush e fiz um DIY com amido de milho e bicarbonato, mas não gostei do resíduo que deixa no couro cabeludo. Isso não ocorre com os shampoos da Batiste, que tem selo vegan & cruelty free. Custa cerca de R$35 por 200 ml.

Cabelo oleoso antes

Cabelo após usar shampoo seco da Batiste

Composição shampoo seco da Batiste


3. Violeta genciana da Farmax

Conforme a resposta do SAC da Farmax, a empresa não realiza testes em animais. 

A violeta genciana pode ser encontrada em farmácias por cerca de R$3 e se usa algumas gotinhas misturada em água ou creme branco hidratante para tirar o amarelado de cabelos loiros. A quantidade depende do quão acinzentado preferir mas precisa tomar cuidado para o cabelo não ficar roxo e não manchar as mãos ou as roupas. Geralmente uso 3 gotas em 1 litro de água de deixo agir por 3 minutos antes de lavar com shampoo e máscara. Como ela costuma ressecar o cabelo, também dá certo se misturar 2 gotas em 1 colher de chá de máscara e deixar agir por alguns minutos no cabelo antes de enxaguar. 

Obs: Eu fiz um furinho na tampa para deixar passar gotas ao invés de virar o portinho e acabar zuando tudo!


4. Queratina líquida da Riquezas da Terra

Essa queratina é obtida por cabelo humano e portanto é vegana. Comprei no site da Riquezas e paguei R$14,90 por 120 ml. 

A queratina é importante para reconstrução de cabelos descoloridos. A queratina vegetal geralmente é composta de proteína do trigo, milho e soja, mas nas concentrações encontradas em produtos mais baratos, nem sempre é capaz de reconstruir cabelos danificados.

Para usar é só diluir na água, máscara ou condionador neutro na concentração máxima de 2,5% (cerca de 0,75 ml de queratina para 30 ml de creme/água) e deixar agir por 10-15 minutos. O cabelo fica com um aspecto áspero no dia, mas na próxima lavagem volta ao normal. Tenho usado a cada 15 dias, mas a frequência depende do quanto o cabelo está danificado.

Obs: observe se a máscara já não possui queratina na composição e prefira uma máscara de hidratação ou nutrição, que contenha boa concentração de óleos vegetais..

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Queratina animal x queratina vegetal


O cabelo é composto basicamente por queratina e uma pequena quantidade de lipídios. A queratina é uma proteína sintetizada pelo corpo e constitui a estrutura dos cabelos, unhas e pele.

Todas as proteínas, sejam elas provenientes de animais ou vegetais, são compostas por uma combinação de aminoácidos. O cabelo e a pele contém bilhões destes aminoácidos em cadeias ordenadas de maneira específica. Quando o cabelo é danificado por algum processo como descoloração, tintura, alisamento ou abuso de chapinha/secador, alguns desses aminoácidos são "arrancados" do cabelo. Para fazer o cabelo parecer mais saudável, brilhoso e mais forte é preciso repor esses aminoácidos.

A forma de produzir queratina pelo corpo é consumindo alimentos ricos em proteínas, vitaminas do complexo B, vitamina C, as quais estão presentes em verduras, frutas, cereais e leguminosas. Mas quando o estrago já foi feito, é possível repor a vitalidade do cabelo através do uso de produtos capilares contendo queratina ou aminoácidos que a compõem. Não importa se os aminoácidos vieram de plantas, animais ou a partir de cabelo humano, desde que sejam utilizados os aminoácidos adequados. Exemplo de aminoácidos que compõem a queratina do cabelo (nomenclatura INCI em inglês): cistine, cisteine, serine, arginine, lysine, threonine, glutamic acid, proline, alanine etc.

Dessa forma, quem não tem o cabelo danificado por processos químicos e térmicos, não precisa usar produtos que contenham proteínas ou aminoácidos para reposição. Já quem deseja complementar os cuidados com o cabelo danificado, deve tentar usar produtos hidratantes e que contenham óleos vegetais, além de ser necessário acrescentar um produto que contenha proteínas.

O problema ético da queratina é que a maior parte das encontradas em produtos cosméticos é de origem animal, sendo considerada um ingrediente fruto de exploração animal. Da mesma forma que eu não compraria queratina obtida de cabelos de judeus que foram mortos durante o nazismo (mesmo que o objetivo da morte não seja obter cabelo), não acho ético também comprar queratina de animais que foram explorados durante toda uma vida.

A boa notícia é que existem formas de fazer a reposição de queratina no cabelo a partir de ingredientes vegetais ou do cabelo humano. Veja as diferenças das queratinas a seguir:


Queratina de cabelo humano


O cabelo humano é composto principalmente por queratina, que é considerada "dura". A fim de hidrolisar (quebrar) essa queratina para utilização em produtos capilares e proporcionar a absorção pelo, é necessário submetê-la a vários processos químicos. Uma grande porcentagem do cabelo humano utilizado em produtos cosméticos hoje, principalmente de marcas internacionais, vem dos continentes indianos e asiáticos, já que essas pessoas vendem o próprio cabelo. Por isso não temos como saber sobre questão ética envolvida.

Em alguns rótulos, pode ser chamada de "Hydrolyzed Hair Keratin".

No Brasil existe um laboratório que sintetiza a queratina a partir do cabelo humano: o Mapric e pode ser comprada nessa loja.

Queratina animal


Geralmente a queratina pode ser extraída da lã de carneiros, penas de aves, chifres ou cascos de bois. A proteína hidrolisada de queratina (no rótulo é chamada de "hydrolized keratin") é quebrada em aminoácidos pequenos ("keratin amino acids") para penetrar na cutícula e permanecer no eixo do cabelo.

Há outras formas de proteínas animais obtidas pelo bicho da seda, chamada de "Hydrolized Silk Protein" ou "Silk amino acids". Além disso, é comum o uso de proteínas do leite, chamada de "Hydrolized Milk Protein". E menos comum, a proteína da pérola "pearl keratin".

Se dentre os ingredientes no rótulo de um produto tiver a palavra "keratin", ela é provavelmente de origem animal ou humana, nunca vegetal ou sintética. Pode conter a palavra "quaternizada", mas não deixa de ser de origem animal.


Queratina vegetal ou "Fitoqueratina"


A queratina vegetal é desenvolvida pela combinação de proteínas hidrolisadas obtidas do arroz, soja, trigo ou milho. As formas encontradas de queratina vegetal no rótulo são: "Hydrolyzed Wheat Protein" - trigo, "Hydrolyzed Corn Protein" - milho, "Hydrolyzed Rice Protein" - arroz, "Hydrolyzed Soy Protein" - soja e "Hydrolized Vegetable Protein" - algas.

A nomenclatura INCI não reconhece a "fitoqueratina" (hidrolisado de milho, trigo e/ou proteína de soja). "Phyto" ou "Fito" é um prefixo que significa "de uma planta". Então, quando você se deparar com o rótulo a palavra fitoqueratina, pode ter certeza de que ela é de origem vegetal.

Segundo pesquisas, hidrolisado de proteína do trigo e da soja são alguns tipos de proteínas que são utilizados em cosméticos para os cabelos, atuando na estrutura capilar dando-lhes resistência. Muitos processos químicos como tintura, alisamento, relaxamento e descoloração, entre outros, danificam a estrutura capilar tornando-a porosa, seca, sem brilho e sem maciez, modificando a textura e a penteabilidade dos cabelos. Embora muito usados na cosmética, poucos trabalhos científicos relatam a importância dos hidrolisados de queratina e mesmo de outras proteínas na cosmética capilar (TOMITA et al, 1994 U.S. Patent No. 5.314.873). Há inúmeras patentes depositadas abordando peptídeos, obtidos após hidrolise química de proteínas como a soja, trigo etc.

Resumindo: a tecnologia vem evoluindo e não é necessário usar queratina animal para reparar cabelos danificados, quando é possível encontrar inúmeras fontes de queratina vegetal.

Eu dei alguns exemplos de produtos capilares contendo queratina vegetal nesse post.


Referências:

http://www.sbrt.ibict.br/dossie-tecnico/downloadsDT/Mjky
http://www.biomedcentral.com/1472-6750/13/15
http://livros01.livrosgratis.com.br/cp069851.pdf
http://www.cosmeticsciencetechnology.com/articles/samples/1421.pdf
http://www.cosmeticsandtoiletries.com/formulating/function/repair/A-Botanical-Solution-for-Keratin-TherapyStronger-Healthier-Hair-240883821.html