sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Resenha | Corretivo mineral em caneta da Bioart


A Bioart vem expandindo sua gama de maquiagens minerais e há pouco tempo anunciou que todos os produtos foram reformulados sem o uso de ingredientes de origem animal. Antigamente o gloss e o rímel possuíam cera alba (cera de abelha).

O corretivo mineral vem em formato de caneta com um pincel na ponta. O formato lembra o famoso corretivo "Touche Éclat"da YSL, que infelizmente não é cruelty free, mas ao invés de sair com clique, o produto sai nas cerdas do pincel ao girar a outra extremidade. Assim, é possível controlar a quantidade de produto a ser usado.


Dentre os ativos hidratantes, estão a manteiga de karité, óleo de oliva, soja e coco. O dióxido de titânio presente na fórmula é responsável pelo efeito clareador e difusor de luz. Já a argila tem a função de deixar a pele sequinha ao toque. O perfume suave se deve aos extratos de laranja e pau-rosa.

A textura é cremosa, mas não muito densa. Para aplicar, tem que dar batidinhas senão o produto "some" na pele.

A cor claro é indicada para pessoas com a pele bem claras (a cor é um tom mais claro que a minha pele) e funciona para iluminar pontos estratégicos do rosto (olheiras, bigode chinês, embaixo da sobrancelha, por exemplo). Ele possui um subtom levemente rosado, mas se adapta a tons de pele amarelado, como é o meu caso. Não notei nenhuma partícula de brilho ou glow/"shimmer".


A cobertura é leve e não achei que ele cobre manchas e espinhas, mas no quesito iluminador, ele é bem interessante. Portanto, considerei usá-lo como iluminador debaixo dos olhos em cima de outro corretivo ou base.

Não tenho muita olheira, então aproveitei que dormi mal (tive insônia pensando nos porquinhos e na indiferença das pessoas com a causa animal) e tirei a foto para comparação:

sem nada (à esquerda) e com o corretivo da Bioart (à direita)

Aplicação (com e sem flash)


A duração do corretivo usado sozinho na pele não é das mais melhores, durou um pouco menos de 6 horas, mas se usado com um pó facial por cima, ajuda a fixar melhor.

A pele precisa estar hidratada porque ele pode ficar com aspecto ressecado. Ainda assim, acredito que ele se dá bem em peles secas ou oleosas.

Não achei o preço muito convidativo (R$58) pela quantidade de produto (4 ml). Ele acaba rapidinho. Por isso eu usaria apenas em ocasiões especiais ou nos dias que eu dormi mal e quero ficar com o olhar mais "aberto", com menos cara de cansada.

Composição: Aqua, Propanediol, Shea Butter, Argilla/Montmorillonate/Kaolin/Mica, Titanium Dioxide, Ethylhexyl Olivate, Sorbitan Olivate, Nucidera Oil/ Glycine Soja Oil/ Citrus Aurantium Bergamia Fruit Extract/ Aniba Rosarora, Sorbitan Palmitate, Glyceryl Caprylate, Tapioca Starch, Mica CI 77019/ CI 77891/ CI 77861, Tocopherol.

A loja e-cosmetique me enviou para considerações o corretivo em caneta da Bioart. 
Usando o código BELEZAVEGANA ganha desconto de 10% em compras a partir de R$72,00 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Resposta do SAC | Lola Cosmetics




Há algum tempo eu questionei à Lola Cosmetics sobre os testes em animais e quais ingredientes de origem animal a empresa utiliza como matéria prima em seus produtos. Como a resposta estava incompleta, não confiei para postar aqui. [Alguns produtos possuem na composição, por exemplo, queratina de origem animal (hydrolized keratin) e colágeno (collagen) nas máscaras "Morte Súbita", "Chapeuzinho Vermelho", "Dream Cream",  "Black Mamba", outros como o "Magic Prep" contém lanolina (lanolin), outros a proteína da seda (silk aminoacids) e a resposta que me foi enviada não tinha contemplado esses ingredientes. E também não dizia sobre a origem da glicerina. Não sei se esses ingredientes foram mesmo abolidos pela empresa ou se eles tem previsão de "veganizar" os produtos no futuro. Ainda não recebi a resposta para esse meu questionamento e me prontifico a atualizar o post quando receber].

No entanto, como a resposta recebida foi, no mínimo confusa e até dando a entender que "o meu veganismo era uma ilusão", decidi compartilhar o e-mail aqui com as minhas considerações no final.


Resposta do SAC (sac@lolacosmetics.com.br):

"Oi querida, tudo bem?

Sua pergunta é extremamente difícil de responder, não só para nós como para qualquer empresa séria e comprometida, que realmente queira dizer a verdade. Então, vamos por partes.

Sobre testes em animais: empresas que não trabalham com dermocosméticos ou produtos infantis, já não fazem testes em animais há muitos anos. O problema são as matérias primas, não em relação a testes, mas sim no que toca ao sofrimento do animal. Já iremos explicar.

A Lola não faz testes em animais, aboliu praticamente 99% de MPs derivadas de animais ( ainda temos a cera de abelha e mel em um produto) e desde o ano passado certifica sua cadeia a direta de fornecedores para testes em animais. Até aqui tudo bem.

O grande problema que nós da Lola observamos não é a cadeia direta, mas ela como um todo. Qual empresa no mundo consegue essa rastreabilidade???? Quem disser que sim, estará mentindo ou omitindo. A indústria cosmética mundial ainda não tem meios eficazes para poder afirmar que sua cadeia produtiva é 100% vegana ou socialmente e ambientalmente sustentável. Para nós isso é um dilema porque nos entendemos como empresa que gostaria de ser 100% nos 3 quesitos.

Um exemplo: quem nos garante que o óleo de palma usado em nosso setor ( nos anfóteros e sulfatos, por exemplo), lá no inicio de sua plantação ou colheita na Ásia, não fez uso de um burro ou elefante para carregar os cocos? Isso é um sofrimento para este animal.

Nosso confrontamento com estes paradigmas é enorme e maior ainda a duvida de como enfrentá los e resolve los.

O arroz que diariamente comemos, seja ele integral ou beneficiado, podemos ter a certeza que também não foi utilizado um animal para transportá lo? São questões muito complicadas e podemos lhe afirmar que NENHUMA empresas pode lhe afirmar algo diferente e se o fizerem estarão faltando com a verdade.

No Brasil, infelizmente os produtos infantis OBRIGATORIA MENTE ( Anvisa obriga) são testados em animais. Os shampoos infantis, por exemplo, são testados nos olhinhos dos coelhos e é por este motivo que não trabalhamos com produtos infantis.

Assim, como dermocosméticos que são testados em animais.

A L'Oreal tem buscado alternativas e está em parceria com um laboratório de renome internacional para a criação de pele em 3D, o que substituirá os teste em animais. Isso é uma boa noticia. Ela será dona dessa tecnologia mas qualquer empresa do setor poderá adquirir as peles em 3D.

Infelizmente, nossa resposta ( o que para nós é muito ruim) para você é: a Lola não testa em animais. Nossa cadeia direta não testa em animais. O resto da cadeia é uma incógnita. Vamos esperar que neste ano avanços consideráveis aconteçam para equacionarmos de forma adequada a rastreabilidade dessa cadeia. Beijos e obrigada por nos escrever.

PS: muito importante para você saber, é que 95% das matérias primas usadas na indústria cosmética não são brasileiras. O Brasil não fabrica quase nada de MPs. Normalmente são importadas dos EUA, Europa e Ásia.


Atenciosamente,
Amanda Dias
Sac Lola
Grupo Farmativa | L O L A COSMETICS®
www.lolacosmetics.com.br"


Minhas considerações:

Primeiro, as empresas que não trabalham com dermocosméticos e produtos infantis podem sim fazer testes em animais. Não sei de onde ela tirou essa informação. Temos o exemplo da China, que exige testes para qualquer produto cosmético, seja maquiagem, perfume etc, não só dermocosméticos.

Buscar produtos livres de crueldade com animais (veganos) não difere em nada da busca por produtos sem exploração humana. Se eu perguntasse à LOLA se os produtos dela são livres de crueldade com humanos, certamente a resposta seria “sim, nossos produtos não são produzidos com exploração de humanos. Nossa empresa não possui trabalho escravo, não excluímos negros ou homossexuais...” e por aí vai.

Duvido que a resposta seria “essa é uma pergunta muito difícil... o que é explorar humanos? Nós não temos escravos nem praticamos discriminação, mas não temos como controlar a postura dos nossos fornecedores, por isso não há como garantir que nossos produtos são éticos. Um exemplo: quem nos garante que o óleo de palma usado em nosso setor (nos anfóteros e sulfatos, por exemplo), lá no inicio de sua plantação ou colheita na Ásia, não fez uso de humanos em situação degradante? Isso é um exploração humana”

Seja em relação à exploração humana ou animal, atualmente é impossível rastrear absolutamente toda a cadeia produtiva, principalmente se o o produto envolver vários ingredientes que passaram por várias etapas de produção. Mas isso não nos impede de fazemos o que é possível e rastrear onde pudermos, e tenho certeza que a LOLA, em relação à humanos, faz o que pode. E em relação aos animais, o que podemos fazer? Não usar nada que seja derivado de animais, não testar em animais e controlar o máximo possível os fornecedores. Por exemplo, o óleo de palma africano e asiático pode ser produzido às custas do extermínio de orangotangos e é perfeitamente possível não comprar óleo de palma de países da África, Indonésia e de outros países que importam a matéria prima de lá, e sim do Brasil, onde não existem grandes primatas.

"Nosso confrontamento com estes paradigmas é enorme e maior ainda a duvida de como enfrentá los e resolve los." 

Enfrente-os assim como vocês enfrentam esses mesmos paradigmas em relação à exploração humana.

"O arroz que diariamente comemos, seja ele integral ou beneficiado, podemos ter a certeza que também não foi utilizado um animal para transportá lo? São questões muito complicadas e podemos lhe afirmar que NENHUMA empresas pode lhe afirmar algo diferente e se o fizerem estarão faltando com a verdade."  

Idem com humanos. Quem me garante que nenhuma pessoa foi explorada nas plantações de arroz? Mas podemos garantir que pessoalmente não exploraremos nenhuma pessoa. Você pode garantir que na sua empresa nenhuma pessoa será discriminada e pode garantir que se souber que algum fornecedor discrimine negros ou homossexuais, por exemplo, vocês irão parar de comprar dele. Isso é perfeitamente factível. E quando alguém perguntar se a sua empresa discrimina negros, ao invés de responder “não temos como saber, essa pergunta é muito difícil, afinal nas plantações de arroz...” tenho certeza que a sua resposta será “de maneira alguma, prezado consumidor. Nossa empresa jamais praticaria tal tipo de discriminação”.

"No Brasil, infelizmente os produtos infantis OBRIGATORIA MENTE ( Anvisa obriga) são testados em animais. Os shampoos infantis, por exemplo, são testados nos olhinhos dos coelhos e é por este motivo que não trabalhamos com produtos infantis."

Não mais: https://www.abihpec.org.br/2015/04/produtos-infantis-setor-brasileiro-de-hppc-anuncia-avanco-regulatorio

"Assim, como dermocosméticos que são testados em animais."

Mais uma vez, a pessoa se equivocou. A Anvisa não reconhece o termo "dermocosmético". Ou é fármaco ou é cosmético. Segundo a lei 11.794-2008, não há exigência expressa para o uso de animais em testes, mas sim da apresentação de dados que comprovem a segurança dos diversos produtos registrados na Agência. Métodos alternativos são aceitos pela Agência desde que sejam capazes de comprovar a segurança do produto. Além disso, existem várias empresas nacionais de dermocosméticos que alegam publicamente não submeter seus produtos a testes em animais, como é o caso da Dermage.

Espero que a empresa Lola Cosmetics se informe melhor sobre veganismo e instrua melhor seus funcionários de SAC a dar informações corretas a respeito.

Exemplos de composição com ingredientes de origem animal nos produtos Lola.

Uso de lanolina no "Magic Prime":


Uso de queratina na máscara "Dream Cream":


Uso de queratina, colágeno e aminoácidos da seda no "Black Mamba" e "Argan Oil":

resenha lol cosmetics black bamba

argan pracaxi 3


ATUALIZAÇÃO:
Resposta da Lola através da página do blog no Facebook:

"...NUNCA nos afirmamos como empresa vegana, mas sim como uma marca de cosméticos que não testa em animais. Por outro lado temos nos pronunciado e afirmado que estamos reformulando nossos produtos que ainda contem derivados de animais. Nossos aminoácidos são todos de origem vegetal ou sintética e para isso os adquirimos da maior empresa mundial do setor e certificada para tal. Nossa queratina na maior parte de nossos produtos é de origem vegetal. Os produtos que ainda possuem queratina animal, lanolina, extrato de própolis, cera de abelha, mel, por exemplo, estão entrando na fase de mudança. Estamos reformulando a linha na medida em que nossos testes de segurança e eficácia estejam prontos."

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Receitas caseiras de cosméticos (DIY) fail


Eu sou adepta de várias receitas caseiras de cosméticos e sempre que uma funciona bem, costumo postar as minhas experiências positivas aqui no blog. No entanto, abundam receitas caseiras de cosméticos na internet. Quais delas funcionam bem como alegam? Visando poupar tempo e recursos de quem lê, decidi mostrar as receitas que eu testei e não funcionaram.

1. Desodorante caseiro feito com bicarbonato de sódio

Tentei usar o bicarbonato de sódio de várias maneiras (puro, misturado com óleo de coco, óleos essenciais etc), mas nenhuma delas funcionou como desodorante e aplicar puro até irritou a pele. Além disso, muitas pessoas alegam ser um produto natural (fazendo a velha conexão equivocada: "natural é bom/artificial é ruim"), mas o bicarbonato de sódio em contato com a pele pode ser irritante, tóxico e desastroso, de acordo com esse documento (Material Safety Data Sheet).

Obs: leite de magnésia usado e citado por alguns como desodorante é testado em animais. A Phillips pertence à GSK que testa em animais. Sigo usando o desodorante de alúmen de potássio.

2. Bronzer facial de cacau em pó

A cor do cacau em pó é linda e fica muito interessante na pele bronzeada. Mas o cacau obstrui os poros do rosto de forma absurda e cria pontos pretos. Além disso, a duração dele na pele é baixíssima.

3. Óleo de coco no rosto

O óleo de coco é considerado um óleo comedogênico, ou seja, pode obstruir os poros. Se você possui pele com tendência a ter cravos e espinhas, passe longe do óleo de coco para qualquer tipo de receita caseira facial. A Nyle do blog Lookaholic mostrou uma tabela que informa quais óleos são comedogênicos e quais podem ser usados em peles oleosas. Argan, rícino, jojoba, babaçu e girassol são exemplos de óleos que podem ser usados nesse caso. Deixe para usar óleo de coco no corpo e no cabelo.

4. Creme dental feito com óleo de coco e bicarbonato de sódio.

Por exercer função abrasiva, o bicarbonato de sódio está presente em cremes dentais comerciais branqueadores de dente. Ele branqueia os dentes porque retira o esmalte, que é uma proteção do dente. Nenhum dentista sério recomendaria o uso prolongado do bicarbonato de sódio, principalmente em casos de dentes sensíveis.

5. Óleos e manteigas vegetais para marcas de estria

A hidratação adequada da pele por meio de óleos, cremes e manteigas vegetais (karité e cacau por exemplo) evitam o aparecimento de estrias e diminuem a aparência de estrias vermelhas, mas depois que elas ficaram brancas, nada aplicado topicamente pode fazê-las desaparecer. Alguns dermatologistas indicam ácidos e outros métodos dolorosos e dispendiosos, mas nenhum óleo é capaz de combater estrias brancas, simplesmente porque óleos não penetram nas camadas mais profundas da pele, onde ocorrem as estrias brancas.

6. Shampoo Seco a base de bicarbonato e amido de milho

Como a raiz do meu cabelo costuma ficar oleosa nos dias seguintes após lavar, sinto falta de produtos que melhorem a aparência de cabelo oleoso e "lambido". Para fazer essa receita de shampoo seco, misturei bicarbonato de sódio, amido de milho e cacau. O resultado não só não disfarçou a oleosidade, como deixou a sensação de resíduos no couro cabeludo.


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Resposta do SAC | Esmaltes Impala


Continuando com os posts das respostas obtidas pelos SACs de empresas de esmaltes, agora o meu questionamento foi à Impala:


Olá, bom dia!


Gostaria de saber se a empresa IMPALA testa ou terceiriza testes em animais (ou compra de fornecedores que testam em animais) e se utiliza ingredientes de origem animal como matéria prima dos esmaltes. Como ingrediente de origem animal, considere por favor: 

- Colágeno (Collagen)
- Queratina (Keratin)
- Carmine (CI 75470)
- Seda (Silk)
- Shellac

Se possível, também gostaria de ler os ingredientes dos esmaltes.

Muito obrigada,

Eliana 


Resposta:


Boa tarde Sra. Eliana,

Inicialmente gostaríamos de agradecer seu contato.

Em atenção à sua mensagem, informamos que o Laboratório Avamiller de Cosméticos, detentora da marca IMPALA, hoje pertencente ao grupo empresarial Mundial SA, nunca em seus 41 anos de existência, realizou pesquisas com animais de quaisquer espécies. Esclarecemos que os nossos produtos são submetidos a estudos que avaliam a segurança dos produtos cosméticos em voluntários (pesquisa clinica em humanos), dentro dos padrões éticos e de qualidade, conforme estabelecido nas resoluções/legislações sanitárias vigentes. Contudo, alguns produtos da nossa linha podem apresentar ingredientes de origem animal, como os esmaltes da Coleção Color Force e a Base Recuperadora que possuí Queratina em suas formulações.

A consciência ambiental sempre foi uma característica de nossos profissionais e da direção da companhia.

Colocamo-nos à disposição para eventuais esclarecimentos através do nosso DDG 0800-541-25-95.

Atenciosamente,

Raquel Rosa
Atendimento ao Cliente
Mundial SA e Impala Cosméticos
0800 541 2595 / 51 3432 5418
www.mundial.com


___

Pela resposta, a empresa não testa em animais, mas não explicou se compra matéria prima de fornecedores e se mantém um controle sobre eles, no entanto, quase nenhuma empresa afirma que possui controle se seus fornecedores testam.

Eles também não enviaram os ingredientes dos esmaltes, mas como são muito fáceis de encontrar, é possível ler a composição na loja. Além da queratina, eu também identifiquei o colágeno nas bases fortalecedoras/recuperadoras.

Segundo a Grazi (obrigada pela dica!) em caso de alergias e restrições ao tolueno, formaldeído e DBP, a Impala começou a lançar esmaltes sem esses ingredientes a partir de 2012.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Resenha e Demonstração | Pincéis Duo para olhos da Ecotools


Esse duo de pincéis da Ecotools ("Eye Enhancing Duo Set") é tão amor que farei resenha e demonstração de maquiagem completa nos olhos usando somente eles.

Eu já falei bastante sobre a Ecotools aqui, mas resumidamente é uma marca ecologicamente correta de pincéis de cerdas sintéticas, produzidos com bambu e alumínio reciclado. Eu comecei a comprar os pincéis da marca em 2008 e venho acompanhando a evolução da qualidade e crescimento da empresa. Caso queira saber porque não é ético usar pincéis de cerdas naturais de animais, leia a minha explicação aqui.

A grande vantagem dessa dupla é a economia de $, mas também são excelentes para viagem. Eles permitem ser usados para fazer uma maquiagem completa nos olhos e equivalem a 4 pincéis. São eles:


1. Smudge 

Como as cerdas são curtas e densas, ele pode ser usado tanto para aplicar sombra de forma mais carregada, como para esfumar traçados de lápis e sombra rente à linha dos cílios inferiores ou superiores. É possível também marcar a sombra em pequenos detalhes. Eu gosto muito dele para definir o côncavo e esfumar o cantinho externo dos olhos, conectando o esfumado na linha dos cílios inferiores com a dos superiores. Esse tipo de pincel é ideal para quem tem olhos pequenos.

2. Shade 

Possui cerdas de tamanho médio e levemente arredondadas nas extremidades, sendo ideal para aplicar sombra na pálpebra móvel e dar uma leve esfumada nos cantinhos e no côncavo. Ele pega e deposita bastante sombra, mas não tanto como o Smudge.



3. Define

Ele pode ser usado tanto com delineador em gel para delinear os olhos como para definir as sobrancelhas usando produtos em creme ou pó. O formato dele é chanfrado bem compacto e fino. Por ter as cerdas compridas, eu achei um pouquinho mais difícil fazer o delineado puxadinho de gatinho, mas com um pouco de jeito e precisão, é perfeitamente possível.

4. Blend

É um pincel de esfumar excelente. Tem o formato da ponta arredondado e possui as cerdas muito macias, como um pincel de esfumar deve ser. Ele pega sombra na quantidade certa e esfuma no ponto, sem remover cor demais nem manchar. Numa maquiagem mais certinha, eu usaria mais um pincel limpo de esfumar para dar o acabamento final.

Para guardar, eu uso a embalagem que veio com eles e coloco na gaveta ou até mesmo no porta pincéis.


Agora a maquiagem super fácil e rápida que eu fiz usando somente esses pincéis (as fotos ficaram ruins, mas acho que deu pra pegar a ideia):

Defino as sobrancelhas com a ponta "Define" do pincel 

Defino a linha do côncavo com uma sombra cinza opaca com a ponta "Smudge"

Esfumo o côncavo com uma sombra marrom opaca com o "Blend"

Marco as sombras marrom e cinza opacas na linha dos cílios inferiores com o "Smudge"

Aplico um lápis branco cremoso com os dedos na pálpebra móvel

Com o pincel Shade eu aplico sombra champagne/iluminador por cima do lápis branco e esfumo novamente côncavo com o "Blend"

Aplico delineador em gel com o pincel de ponta "Define" e limpo o cantinho com lápis bege

Máscara de cílios, lápis bege abaixo da sobrancelha e pronto!


Produtos usados:

[máscara de cílios da Milani | lápis branco da The All Natural Face | lápis Bege da Pacifica | bronzer como sombra da The Balm | Brow Cream da Silk Naturals | sombra cinza P2 | delineador em gel Vult | iluminador The Balm]



Esses pincéis podem ser encontrados por R$45,30 na loja E-Cosmetique. Eu consegui negociar com a loja um desconto de 10% em compras a partir de R$72,00 usando o código "BELEZAVEGANA".

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Snack Box de Julho da Veggie Box


A Veggie Box lançou neste mês a primeira caixa de assinatura de lanches veganos do Brasil.

A proposta, a meu ver, atende principalmente as pessoas iniciantes no veganismo que querem conhecer melhor marcas e produtos adequados para veganos e/ou quem não tem acesso aos produtos por morar em cidades pequenas. E, claro, a assinatura também atende quem já consome esses tipos de produtos e procura pela comodidade em recebê-los em casa.

Os produtos recebidos nesta edição foram:

  • Macarrão de arroz da Tui Alimentos
  • Antepasto da Legurmê
  • Cookies integrais da Mãe Terra
  • Salgadinho de soja Soytoast da Jasmine
  • Sopa Natural Madá da Mãe Terra
  • Cookies integrais da Jasmine
  • 2 barras de frutas desidratadas Nutra Vita


Antepasto de abobrinha, tomate e ervas da Legurmê



Os antepastos podem ser usados tanto como entradas para acompanhar pães e torradas, como acompanhamento ou molho para massas e saladas, tapiocas etc. Ficam muito saborosos como petiscos e podem ser considerados saudáveis, já que não contém conservantes e são pouco calóricos (25 kcal e 103 mg de sódio em 1 colher de sopa).

Fiz esses pães torrados com o antepasto de abobrinha, tomate e ervas para minha mãe e ela adorou e até pediu pra eu comprar mais! Não conhecia a empresa e infelizmente ainda não tem aqui em BH.


O site da Legurmê é: http://legurme.com.br/


Sopa Natural Madá da Mãe Terra



A sopa em pó da Mãe Terra eu já encontro com mais facilidade. Ela não contém conservantes, nem glutamato monossódico, tem 59 kcal e é realmente uma delícia. Já experimentei todos os sabores e gostei muito deles. É um ótimo quebra galho para tomar antes de dormir por exemplo. Eu também gosto de colocar uma colher de quinoa em grãos cozida e misturar na sopinha.


Só não curti tanto os cookies integrais de frutas vermelhas da Jasmine. Eu não sou fã de cookies, tento evitar açúcar e achei eles muito doces e um pouco enjoativos. Mas é questão de gosto mesmo. Já as barrinhas de frutas desidratadas não contém açúcar.

No geral, são lanches práticos para levar na bolsa ou fazer em casa sem deixar de ser saudável. Se você já conhece razoavelmente produtos adequados para veganos e tem acesso a eles, acredito que a Snack Box não seja tão interessante.


Para saber mais sobre os planos de assinatura mensal e semestral visite o site da Veggie Box.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O que eu comi no dia / vegan

Comecei a fazer o post com o que eu como no dia nesse link. A intenção é apenas mostrar como eu, uma vegana, se alimenta no dia a dia e, quem sabe, ajudar quem está sem ideias ou quer se tornar vegano e não sabe o que comer no dia a dia. 

Como eu disse no último post, eu não faço dietas, mas tento me alimentar de forma saudável na maior parte do tempo. Quem quiser uma dieta mais específica, recomendo ir a uma nutricionista que saiba atender veganos. A lista dessas nutricionistas se encontra neste link: http://www.vista-se.com.br/nutricao/


Café da manhã


Pão 100% integral Nutrella com pasta de amendoim da First, banana e chia, calda de agave, suco de laranja e chá verde. Detalhe pra caneca fofa! :3

Lanche da manhã

(depois da academia)

Smoothie de proteína de ervilha, framboesa congelada e chia, mexerica e maçã

Almoço


Feijoada de feijão azuki e PTS da Tui Alimentos com quinoa. Suco verde feito com 1 pimentão descascado, 1 maçã, 1 limão, 2 folhas de couve, folhinhas de hortelã e gengibre.

Lanche da Tarde

Dividi: pão de queijo de soja da Mega Mate e creme de açaí


Jantar


 Macarrão parafuso (massa sem ovos), brócolis, couve flor, cenoura e tomate, temperados com azeite, sal, pimenta preta e orégano. Água com gás + framboesa congelada

Chocolate quente (bati: leite de soja "Omega" da Olvebra, 1 colher de cacau e 1 quadradinho de chocosoy da Olvebra)




sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Resenha | Sublime Rituais de Julho


Para quem não conhece, a Sublime Rituais é um serviço de assinatura mensal de caixas contendo cosméticos variados de empresas que não testam em animais e sempre veganos, os quais compõem um ritual de beleza. É uma boa forma de conhecer novos produtos e preparar uns minutinhos para cuidar de nós mesmas. Eu já comentei sobre as edições passadas aqui.

A edição de julho da Sublime foi baseada no tema: "Rituais de Cura". Eu achei que essa caixa foi a mais cheirosa de todas que eu já recebi. Todos os produtos possuem um cheiro muito marcante e, com exceção do creme para pés e do sabonete, todos os perfumes são naturais, provenientes de óleos essenciais e/ou ervas.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o fato de 2 produtos virem com extrato de arnica. Eu passei a infância inteira usando arnica para machucados, hematomas (roxos na perna) e picadas de insetos. Era uma infusão alcoólica de arnica que a minha avó plantava, colhia e preparava. A arnica é bastante conhecida por suas propriedades anti-inflamatórias e ação analgésica.

Os produtos que vieram para mim foram:



Gel de Massagem da Multivegetal 




Esse gel é indicado para aliviar incômodos musculares leves e dorzinhas após atividade física intensa. Ele é composto por ervas medicinais como gengibre, arnica, laminária e hortelã. Esses extratos são responsáveis por melhorar a circulação sanguínea, possuem ação anti-inflamatória e criam uma sensação de refrescância, como se o músculo estivesse relaxado e anestesiado por um tempo. O gengibre também já é conhecido por melhorar a recuperação muscular quando ingerido.

Por essa razão, achei que o ideal é usar o gel quando o tempo estiver quente, já que sentir um "geladinho" nas pernas durante o frio não é muito agradável! Eu adoro essa sensação no calor e percebi que depois de uma corrida mais intensa, ele aliviou o cansaço nas pernas.

Apesar de ter amado o cheiro bem forte e a textura do gel para massagear e hidratar as pernas (tem rápida absorção), ainda não sei dizer se compraria novamente. Eu tenho um bom preparo físico e até gosto da dorzinha após musculação/corrida, por isso não sinto necessidade de usar algum artifício além de uma boa noite de sono para melhorar os incômodos. No entanto, acredito que ele possa ser um bom substituto vegano e natural para o gelol e gel de arnica encontrada em farmácias. Por conter arnica, em caso de algum machucado ou hematoma, pode ser útil ter em casa. Quem também pode se beneficiar dele são as pessoas que tendem a ter câimbras.

Creme para pés da Feito Brasil - 



É um creme denso, mas super levinho, refrescante, desodorizante e de rápida absorção. Achei que ele hidratou bem as partes um pouco mais ressecadas no calcanhar e peito do pé, que acabam ficando mais secas devido ao impacto. Gosto de usar uma lixa nos pés e depois hidratar com esse creme. Outro ponto positivo é que ele não deixa resíduo oleoso ou pegajoso.

Pela composição, nota-se a presença de ativos como a manteiga de karité, extratos de menta, sálvia, alecrim, limão e aloe vera, dentre outros.

A fragrância é uma delícia e eu queria muito que a Feito fizesse uma versão dele para o corpo.  Eu já conhecia o creme para pés da Feito com aroma de Patchouli e Violeta, mas achava o perfume enjoativo.

Solução Alcoólica de Ervas da Banhô



Esse foi um dos produtos mais cheirosos! Não conhecia a marca e também nunca tinha usado algo parecido. Ele é um produto multiuso, podendo ser usado para banhos e para perfumar ambientes. Acredito que depois que ele acaba, é possível adicionar mais álcool de cereais e continuar usando. E também acho que quem já possui ervas em casa também consegue fazer um caseiro.

A forma que eu usei foi para limpar a casa. Eu já diluía óleos essenciais de eucalipto e lavanda em solução de vinagre e água para limpar a casa, mas amei o perfume que essas ervas deixam no ambiente. Infelizmente não tenho lareira, mas acredito que deve funcionar também de maneira sensacional para perfumar. Alfazema e jasmim = <3

Sabonete de Lama Vulcânica e Ylang Ylang da Boutique do Corpo




Esse foi o produto que menos gostei da caixa. Não sou fã de Ylang Ylang e achei o perfume enjoativo, um pouco sintético. Uma pena, porque o sabonete tem propriedades interessantes e funcionou até para o rosto. Já conhecia esse sabonete de macadâmia pela Veggie Box, que também o perfume não me agradou muito.

É um bom sabonete, mas sem nada de especial. E é importante lembrar que ele contém sulfato, em caso de alguém querer evitar.

Óleo de Massagem de Arnica da Weleda



É a base de óleo de girassol e oliva. Contém extratos vegetais de arnica e bétula. O perfume é bem característico de ervas medicinais.

Diferentemente do gel de massagem da Multivegetal, que refresca e é rapidamente absorvido pela pele, esse óleo é indicado para acalmar e aquecer. Ambos são indicados para aliviar a dor muscular através de massagens, devido às propriedades anti-inflamatórias da arnica, mas esse óleo da Weleda eu particularmente preferi usar durante o tempo frio, principalmente à noite.

Gostei muito de usá-lo no banho, massageando-o na pele úmida. Depois de longas corridas e caminhadas pela cidade, também gostei de usar na panturrilha.



Revistinha da Sublime. Gostei muito das dicas da Carol Salles para não se estressar tanto no trabalho! Preciso começar a colocá-las em prática!


Quem quiser conhecer mais a Ritual Box da Sublime e as formas de assinatura, recomendo visitar o site