quinta-feira, 27 de março de 2014

Resenha: Corretivo em pó da Signature Minerals


Esses dias eu estava lendo a resenha de um corretivo em pó da Larénim no blog da Cissa e lembrei que eu nunca tinha feito resenha do meu corretivo mineral da Signature Minerals.

Já falei sobre a Signature Minerals nesse post. É uma empresa de maquiagem mineral dos Estados Unidos, entrega no Brasil, tem várias opções veganas, não faz testes em animais e possui um sistema de amostrinhas grátis, tendo que pagar só o frete. Eu não sou fã das sombras, mas as bases, blushes e corretivos são bem legais.

O corretivo que eu tenho é na cor Bisque, uma cor bem clarinha indicado para tons de pele claros. Apesar de ter pouca cobertura, eu gosto bastante porque ele deixa a pele sequinha e, por se tratar de um produto 100% mineral, não obstrui os poros e não dá cravos. Geralmente quando tento cobrir espinhas com corretivos cremosos, a tendência é piorar a situação dela. Já com o corretivo mineral, apesar de não cobrir muito bem quanto um produto cremoso, ajuda a secar e não proliferar bactérias.


Prefiro usar o corretivo sobre uma base cremosa ou na pele hidratada. Se você usar BB cream, também deve funcionar para cobrir algumas imperfeições que ele não conseguiu cobrir e ainda dar uma assentada.

A duração é muito boa e ajuda a segurar a base. Se eu usar o corretivo mineral nas áreas mais oleosas da pele, nem preciso aplicar pó finalizador, devido à aparência matificada.

Além de poder usar ele seco, dá para usar ele misturado no primer ou no hidratante facial:


Antes e depois de usar o corretivo mineral em pó:


Oh glóreas!

Para conseguir essa cobertura, tive que usar a quantidade equivalente a meia colher de chá, aproximadamente.

O corretivo custa US$10.95 e vem 6g de produto.

Ingredientes: Serecite, iron oxides, titanium dioxide, kaolin clay.

Pincel da Ecotools para corretivo:


Não é todo mundo que consegue se adaptar com maquiagem mineral, por estar acostumada às convencionais. Nesse post eu dou várias dicas de como usar maquiagem mineral para quem nunca usou.
Por algum motivo, aqui no Brasil não existem muitas empresas de maquiagem mineral. Acho que só a Bare Minerals tem produtos similares. A Bare Minerals não testa em animais, mas pertence à Shiseido, que testa.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Bio Carioca: Restaurante com opções veganas no Rio

Quem morar ou estiver em Copacabana no Rio de Janeiro, tem a opção de se alimentar de forma ética e saudável no restaurante Bio Carioca.

Descobri o restaurante por acaso, quando passei em frente a um quadro que me chamou a atenção com as palavras mágicas: "vegano" ou "vegetariano". Entrei e fiquei encantada com o cardápio, repleto de opções veganas, tudo indicadinho com uma bolinha verde na frente para pratos veganos:


O restaurante é ovo-lacto-vegetariano, trabalha com prato do dia, à la carte e possui diversas opções veganas. A proprietária é vegetariana, super simpática e solícita, nos mostrou o restaurante inteiro, inclusive o andar de baixo, que por incrível que pareça, era um açougue!

Um dos garçons é vegano e soube explicar bem como funciona os pratos do dia e sobre as pizzas veganas, feitas com mandiokejo ou tofu e massa isenta de leite e ovo.



As pizzas são servidas somente de quarta à domingo, a partir das 19 h e fica aberto até a meia noite!

Eu acabei pedindo pizza porque não é todo dia que a gente tem opção de comer pizza vegana fora de casa. Essa é a pizza marguerita com mandiokejo (ao invés de muçarela), massa integral e crocante (R$18,90):


E a pizza de shitake, nirá e mandiokejo, igualmente deliciosa (R$29,90):


Esqueci de tirar foto, mas eu ainda comi um sorvete de milho verde vegano *maravis*! Infelizmente eu não lembro do nome da marca.

Os preços não são os mais convidativos, mas já era de se esperar por se tratar de orla do Rio. Eu achei que valeu a pena pela qualidade da comida e do ambiente do restaurante.


Localização:
Rua Xavier da Silveira, 28A Copacabana - RJ
Tel: (21) 2236-4125
www.biocarioca.com.br
https://www.facebook.com/biocarioca?fref=ts


terça-feira, 25 de março de 2014

Receita DIY: Álcool em gel/antisséptico vegano

Não sei quanto a vocês, mas eu fico com aflição quando vejo alguém dentro do ônibus ou metrô comendo salgadinho com a mão! Além de nada higiênico, existem estudos que mostram que o contato com o corrimão de transporte público aumenta o risco de transmitir doenças respiratórias, diarreia ou conjuntivite, já que as pessoas podem coçar o nariz, a boca ou os olhos depois de segurar nas barras, que são lotadas de bactérias.

Lavar as mãos com sabonete é a melhor forma de se livrar dessas bactérias, mas nem sempre é possível lavar a mão na rua. E a maioria dos produtos bactericidas de álcool em gel são de empresas que testam em animais ou não são veganos (contém glicerina de origem animal). Além disso, muitos não são tão eficazes como alegam ser. Sem falar na presença de triclosan, substância que aumenta a resistência de bactérias e pode causar problemas de saúde.

A sugestão é fazer o seu próprio ou andar na bolsa com um frasco pequeno com álcool em gel na concentração de 70%. Não precisa ser uma pessoa obsessiva, mas vale usar o bom senso antes de comer com as mãos sujas.
Existem vários estudos clínicos que mostram que concentrações de 1% de óleo essencial de melaleuca (tea tree) são capazes de matar bactérias. Esta tabela mostra exatamente a concentração a qual cada bactéria não resiste e as devidas referências científicas.

Descobri que a lojinha Sal da Terra possui um antisséptico vegano composto por óleo essencial de melaleuca, álcool e vitamina E.

Álcool gel Natural 60 mL

Para fazer o seu, você vai precisar de:

- 30 gotas de óleo essencial de melaleuca (tea tree)
- 1 colher de sopa de álcool em gel a 70% (sugestão: marca Carrefour. A marca Veja testa em animais.)
- 100 ml de suco de aloe vera ou glicerina vegetal (para evitar o ressecamento das mãos causado pelo álcool)
- 1/4 de colher de chá de vitamina E (para preservar e aumentar a vida útil)

Misturar tudo e guardar em um frasco pequeno. Agitar antes de usar. Fazer em pequenas quantidades de cada vez, por se tratar de uma receita natural e sem conservantes. Evitar a exposição do sol e calor.


OBS: Consulte seu médico caso esteja grávida.

Receita adaptada do site DIY Natural.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Receita: Bolo vegano de chocolate com café


Faço essa receita de bolo há anos. É muito fácil, rápida e é uma delícia! Se você não tem muita habilidade na cozinha, vale a pena tentar.

A receita foi baseada nessa aqui, traduzida do site Instructables.

Ingredientes:

Massa
- 1 e 1/4 xícara de farinha de trigo
- 1 xícara de açúcar
- 1/3 xícara de cacau em pó sem açúcar
- 1 colher chá de fermento
- 1/2 colher de chá de sal
- 1 xícara de café já preparado quente (para dar um sabor mais encorpado)
- 1 colher de sopa de essência de baunilha
- 1/3 xícara de óleo vegetal (uso o de coco)
- 1 colher de sopa de vinagre de maçã ou vinagre branco
- Gotas de chocolate vegano ou lascas pequenas de chocolate meio amargo sem leite (sugestões: gotas de chocolate de alfarroba, chocolate "Chocosoy" da Olvebra ralado, chocolate meio amargo da Melken, Cacau Show orgânico etc)

Cobertura
1/2 lata de leite condensado de soja Olvebra ou condensado de soja caseiro
1/2 xícara de coco ralado



Modo de preparo

Massa
Pré-aqueça o forno em fogo baixo (180° C). Em um refratário quadrado, misture bem a farinha, o açúcar, o cacau, o fermento e o sal com um garfo, certificando-se que realmente estão misturados. Adicione o café pronto, a baunilha, o óleo e o vinagre. Coloque as gotas ou lascas de chocolate, misture novamente até que esteja uma massa homogênea. Use uma espátula para raspar as laterais, se necessário. Transfira a massa para um tabuleiro untado.

Coloque no forno em fogo baixo e asse por cerca de 30 minutos, ou até que um palito quando espetado no meio da massa saia limpo. Depois de assado, deixar em cima do fogão até o bolo esfriar. Desenforme.



Cobertura
Misture o leite condensado de soja com o coco ralado e passe em cima do bolo, depois de assado.

Você pode decorar com gulodices como confeitos e granulado. Eu usei o chocosoy break branco e o Mais da Olvebra:


Quer tornar o bolo mais saudável?

Possibilidades de substituição:
- 1/2 xícara de creme de maça mais grossinho (bata maças no liquidificador e não coe) ao invés do óleo na massa;
- Farinha de trigo integral no lugar da refinada;
- Açúcar mascavo, demerara ou stévia.
- Água quente ao invés de café


quarta-feira, 19 de março de 2014

Lista de cremes de pentear e leave in veganos

Antes de citar os produtos veganos, vou mostrar as diferenças entre creme de pentear e leave in, já que pode haver certa confusão sobre a finalidade de cada produto. E não é para menos, as diferenças são muito sutis e as marcas não deixam claro no rótulo.

O leave in é um produto que contém na composição ingredientes que não só condicionam os fios, como tratam e protegem. Podem conter proteção solar, térmica (contra secador e chapinha) e componentes defrizantes. Geralmente possuem óleos e extratos vegetais, pantenol, aminoácidos, colágeno, silicones etc. Ou seja, é um produto rico em ingredientes que ajudam o cabelo aguentar até a próxima lavagem. Além disso, são mais leves que os cremes de pentear, não pesam tanto quanto eles.

creme de pentear, como o nome diz, deixa o cabelo mais macio, condicionado e maleável. No caso de produtos específicos para cabelos cacheados, eles definem cachos e ajudam a pesar, melhorando o aspecto do volume e do frizz. Em cabelos lisos e oleosos, podem acabar ensebando. Podem conter ingredientes hidratantes e proteção solar ou térmica.

Eu postei uma receita de anti-frizz caseiro aqui, que é basicamente misturar água e óleo vegetal (como jojoba, abacate, argan, pracaxi etc). Você pode misturar água com o leave in ou creme de pentear se quiser um aspecto mais suave.

Outra dica é usar um condicionador natural/orgânico levinho (sem óleo mineral, parafina etc) como leave in. Alguns produtos gringos tem essa proposta de ser um "leave in conditioner". O legal é que você tem as 2 opções em um só produto.

Leave in veganos:




1- Tânagra linha Health Hair óleo de macadâmia
2- Bio Extratus linha Pós Progressiva
3- Phytoervas Super Restauração SOS 
4- Est linha Cabreúva
5- Flores e Vegetais Ativador de cachos
6- Macadamia Nourishing Leave in-Cream
7- Zerran Leave in Condicionador Sérum linha RealLisse (falei dele aqui)
8- Desert Essence hair defrizzer & heat protector (comentei sobre ele aqui)
9- Lee Stafford Poker Straigh Shine Serum
10- Giovanni Leave-in & Styling Elixir
11- Cativa Natureza Condicionador Pracaxi e Andiroba (funciona como leave in)
12- Sal da Terra Creme de Pentear (funciona como leave in)
13- Surya Leave in Fixação da cor (resenha aqui)
14- Cativa Natureza Condicionador Maria da Selva (funciona como leave in)
15- Alterna Bamboo Silk-Sleek Brilliance Cream


Cremes de pentear veganos:




1- Multivegetal Creme de argan
2- Surya Creme para pentear com óleos orgânicos
3- Yamá Yamasterol
4- Phytoervas Creme para pentear
5- Vizcaya creme de pentear linha Botanique
6- Lunablu Creme de pentear suave
7- Deva Curl B'Leave in
8- Amend Eco Therapy 
9- Payot Creme de pentear com Aloe Vera NÃO É MAIS CRUELTY FREE
10- Belofio linha Natureza 
11- Yabae Creme de pentear babosa e cupuaçu
12- Tânagra Leite de Pentear linha Health Hair


sábado, 15 de março de 2014

Tutorial de maquiagem: roxo e preto esfumado


Daqui a alguns dias é meu aniversário e para comemorar eu resolvi fazer uma maquiagem com a minha cor favorita: roxo. 

Encontrar sombras roxas, pigmentadas, veganas e baratas é um pouquinho difícil, mas ainda bem que tem as paletinhas da NYX e as sombras da ELF. Espero que gostem!


1. Aplico um primer na pálpebra inteira e depois passo um lápis preto cremoso na pálpebra móvel e espalho com o dedo para ajudar na pigmentação.


2. Aplico uma sombra bege clara embaixo da sobrancelha e desço até o côncavo. 


3. Com uma sombra preta opaca, dou batidinhas com um pincel chato, em toda a pálpebra móvel.


4. Aplico no côncavo uma sombra roxa opaca e esfumo com um pincel gordinho.


5. Aplico uma sombra cremosa roxa no cantinho interno da pálpebra móvel até metade do comprimento.


6. Reforço a sombra preta no canto externo.


7. Lápis preto nas linhas d'água, delineador e sombra roxa cremosa na linha dos cílios inferiores.


8. Rímel, cílios postiços e pronto!




Produtos usados:

Olhos
- Primer de olhos - The All Natural Face
- Lápis preto Kajal - Alva
- Sombra bege da paleta Versus - NYX
- Sombra preta Bulletproof - Sugarpill
- Sombra roxa Deep Purple - NYX
- Sombra cremosa roxa Purple Pleaser - Elf
- Delineador em gel preto - Vult
- Rímel Mineral Infused - Elf
- Cílios 111- Ardell (cortado no meio)

Rosto
- Base Matte cor Noz - Phebo
- Base cor Malibu - Honeybee Gardens
- Corretivo Full Coverage Beige - NYX
- Blush Peachy Keen - Elf
- Bronzer Contour kit - Sleek

Boca
Batom Pose -Silk Naturals

Pincéis 
Bdellium - linha verde
Coastal Scents - linha synthetic

sexta-feira, 14 de março de 2014

Motivos para não usar ingredientes de origem animal


O uso de substâncias derivadas de animais sempre foi muito comum em cosméticos e ainda hoje essas substâncias tem sido usadas com frequência pela maioria das empresas. Portanto não é nenhuma surpresa que uma empresa comece a usar óleo de tartaruga para produção de cremes alegando, sem vergonha alguma, que o lucro com esses cosméticos é maior que o obtido pela venda de carnes.

Todos sabemos que a indústria farmacêutica/cosmética está longe de ser o supra-sumo da ética, seja em relação aos animais ou aos seus consumidores. Não é raro ouvir que cápsulas contendo colágeno hidrolisado obtido através de ossos e cartilagens de animais trará benefícios à pele, induzindo o consumidor a estabelecer a relação enganosa: "o que sustenta a pele é o colágeno, logo se eu comer ou usar produtos a base de colágeno terei uma pele mais firme".

Acho que não preciso comentar sobre os casos em que os animais precisam morrer ou são explorados exclusivamente para a obtenção de um ingrediente, como é o caso do almíscar (extraído de uma glândula de um animal) em perfumes. Esses casos hoje são repudiados pela sociedade e seu uso é bastante restrito, como é o caso do óleo de baleia. Sempre vemos por aí que a lanolina obtida do sebo da lã de ovelhas é um bom umectante. Além desses ingredientes mais óbvios, ainda há aqueles "escondidos" como glicerina de origem animal, vitamina D3, ácido esteárico etc.

No entanto, a pergunta que mais se ouve é "vários ingredientes de origem animal seriam jogados no lixo caso não fossem utilizados, o que torna o uso deles ecológico e sustentável. Por que não usá-los então?". Dessa forma, vou argumentar contra o consumo de subprodutos animais, aqueles extraídos após o abate ou frutos de exploração para obtenção de laticínios e ovos.

Se o uso do produto principal não se justifica, os subprodutos também não. Se justificasse, então automaticamente está eticamente liberado o consumo de salsichas e mortadela, por exemplo, afinal elas são feitas com subprodutos da industria da carne. Os ingredientes desses produtos seriam jogados fora caso não fossem utilizados em salsichas.

Para ilustrar essa situação, considere a produção de perucas na época da segunda guerra mundial. Antes de morrer em campos de concentração, muitos judeus, homossexuais e ciganos, tiveram seus cabelos cortados para que fossem destinados à produção de perucas. Pergunto: se você tivesse que comprar uma peruca, iria comprar uma feita com cabelos de judeus mortos na época do nazismo? A morte dessas pessoas não era especificamente para obtenção de cabelos, muito menos era uma morte por motivos éticos, mas já que os cabelos iriam ser jogados fora mesmo, então seria correto comprá-los alagando uma pseudo-sustentabilidade? Mas os nazistas da época lucravam com a venda desses cabelos que pertenceram à pessoas que sofreram, assim como sofrem os animais destinados ao abate e produção de leite e ovos. Ou seja, não queremos fazer parte e financiar um processo que gera qualquer tipo de sofrimento, seja ele humano ou não humano.

Sei que muitas pessoas tentam justificar o consumo de algum produto animal alegando sustentabilidade ou qualquer questão ambiental. Mas sempre que a ética entrar em conflito com questões ambientais, a ética deve prevalecer. E já prevalece em várias situações. Por exemplo, do ponto de vista ambiental, manter humanos velhos vivos é péssimo. Gastam remédios, comida, água, gasolina, poluem das mais variadas formas. Do ponto de vista ambiental, a morte deles é melhor. Mas quem defende a morte de idosos alegando "sustentabilidade"? E quando tentamos salvar cães de rua? Gastamos remédio, ração, um monte de coisas... pra que? Certamente do ponto de vista ambiental cães de rua atrapalham muito mais do que colaboram. Cuidar deles também não ajuda em nada o ambiente. Por que não os matamos alegando questões ambientais, como redução de resíduos e de demanda de alimentos, água, remédios, etc? Não fazemos nada disso por um único motivo: ÉTICA! Dessa forma, é completamente incorreto utilizar produtos animais alegando questões ambientais. A ética deve prevalecer e matar animais para usá-los em produtos é anti-ético.

Também não acho correto dar dinheiro e incentivar empresas que lucram com a exploração de animais, afinal isso impede que novos produtos sejam criados para substituir os derivados de animais que são utilizados. Se há um produto derivado de animal com certa característica cosmética interessante e que tenha grande aceitação pelos consumidores, por que alguém iria investir na criação de um produto substitutivo? Pra substituir algo que todo mundo compra sem reclamar e que dá um dinheirão às industrias? Certamente isso não irá ocorrer. Se todo mundo aceitar as coisas como elas estão, as coisas irão permanecer como estão.

Acredite: cada grama de ingrediente obtido de animais gera um saldo positivo no lucro de pecuaristas. Comprar produtos que contenham ingredientes de origem animal apoia a indústria da carne da mesma forma que a própria carne. Cada centavo gasto com esses produtos é um voto de aprovação à essas indústrias exploradoras de animais. Comprando produtos veganos, a demanda será para que empresas continuam produzindo produtos isentos de ingredientes de origem animal.

Outra afirmação bastante comum de quem defende esses subprodutos é que "o uso de tais produtos é legalizado e autorizado pelo Ibama. Então qual o problema?" Essas empresas que usam tartarugas em cosméticos lançam mão desse argumento na propaganda dos seus produtos. Obviamente o objetivo é tranquilizar a consciência dos consumidores, induzindo-os a pensar que se as leis permitem e o Ibama aprova, então tudo bem, podem comprar à vontade!

Infelizmente há uma diferença abismal entre lei e ética. Você pode criar um porco em uma jaula minúscula, castrá-lo e extrair todos os seus dentes sem anestesia, separar mãe de filhotes, no final matá-lo com uma facada no pescoço enquanto o observa gritando desesperado, e ainda assim estará 100% de acordo com a legislação brasileira. O Ibama também não se opõe a essa prática.

Somos bastante críticos em relação à cultura dos outros ou às atitudes dos nossos antepassados, mas somos incapazes de questionar a sociedade em que vivemos. Achamos um absurdo os canadenses matando focas a pauladas, repudiamos os japoneses caçando golfinhos e baleias, concordamos que nossos antepassados erraram ao escravizar pessoas, mas nos sentimos confortáveis e com a consciência limpa ao matarmos e comermos um porco, ao usar cosméticos com óleo de tartaruga, afinal se todos na nossa sociedade hoje fazem isso numa boa, e se as nossas leis atuais permitem, então não deve haver nenhum problema, certo? Errado. As pessoas tem dificuldade em perceber os erros e injustiças da nossa sociedade. Outros povos até que erram, mas "não nós".

Não se enganem. Esses produtos não são éticos, mesmo que as leis, as propagandas, os órgãos governamentais, os seus amigos, aquele ator ou cantor que você tanto gosta te diga o contrário.

Empresas que utilizam óleo de tartaruga: Abelha Rainha e Cotomi

 

Para saber a lista de ingredientes de origem animal, veja aqui.
Para saber sobre algumas empresas 100% veganas, clique aqui.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Águas Perfumadas da Feito Brasil


As águas perfumadas da Feito Brasil tem a mesma proposta que os "Body Splash" da Victoria's Secret. São perfumes levinhos e fresquinhos, com fixação mais fraca e menos "chegueis" que um EDT ou EDP. São ideais para dias de muito calor, para ficar em casa, para ir na academia, borrifar em roupas, no cabelo, depois do banho etc. Dá pra usar até para dormir cheirosa! A diferença é que não possuem álcool na formulação e são um pouco menos invasivas.

Já comentei sobre a Feito Brasil aqui antes e para quem não conhece é uma empresa 100% vegana e tem uma forma bem interessante de divulgar o veganismo. Adoro as embalagens!

A Água Perfumada Jovem Guarda tem o perfume muito parecido com os splashes "Apple Enchanted" e "Pear Glacé" da Victoria's Secret, que foram minhas fragrâncias preferidas de splash por anos. A maçã e a pera são bastante evidentes na fragrância, ou seja, é bem frutal. A duração em mim é de quase 4 horas. Em roupas a duração é maior. Contém óleo de rícino e por essa razão eu não gosto de usar no pescoço, próximo à raiz do cabelo, porque pode ficar um pouco oleoso.


A Bossa Nova tem a fragrância bem mais fraca e discreta que a Jovem Guarda. É mais floral, com um toque cítrico e tem a duração e fixação na pele um pouco menores. Segundo o site, possui notas de lima, peônia e maçã. Quanto à hidratação, é muito leve.


Elas fazem parte da linha Essência Musical. Vem 260 ml e as embalagens são grandes e pesadas, por isso não dá para levar na bolsa. Se tiver um frasco pequeno com spray sobrando, vale a pena transferir um pouquinho para levar na bolsa e reaplicar durante o dia. Ao reaplicar, não vai correr o risco de chamar a atenção a metros de distância!

O preço é R$42 no site e eu paguei R$33,60 com o desconto de 20% do clube do Vista-se. Vende na Sephora também. Em BH é possível encontrar na loja Terra Vegana.
No site é possível comprar com 10% de desconto usando o código "IN5P1R4R".

terça-feira, 11 de março de 2014

Dica: alternativa saudável ao refrigerante


Confesso que eu adoro tomar refrigerante! Só de lembrar de uma coquinha gelada fico morrendo de vontade. Acho que comer pizza tomando suco de manga não dá!

Mas eu estou ciente de que os refrigerantes, apesar de não possuírem ingredientes de origem animal, são uma bomba de substâncias nada saudáveis, além de possuírem substâncias como o ácido fosfórico e a cafeína que prejudicam na absorção de nutrientes como o cálcio e o ferro. Ou seja, não adianta comer alimentos ricos em cálcio ou ferro juntamente com refrigerantes porque a absorção ficará comprometida.

Eu venho buscando formas de substituir os refrigerantes por bebidas que sejam refrescantes e saborosas. O que tem dado certo é usar a água com gás. Já tentei colocar rodelas de limão mas o que eu mais gostei foi misturar suco de meio limão, pedacinhos de gengibre (ou gengibre ralado), muito gelo e água com gás. Se quiser adoce com stévia e acrescente folhinhas de hortelã. Fica uma delícia, é super refrescante e é perfeito pra beber com pizza! Além disso, o limão é rico em vitamina C que favorece a absorção de ferro dos alimentos. E o gengibre é um termogênico natural, acelera o metabolismo.

O site Veggi & Tal sugeriu uma receita como versão caseira de um refrigerante muito tradicional nos Estados Unidos, o "Ginger Ale". Vale muito a pena testar!



Fora de casa, dá pra pedir água com gás e suco de limão. E é claro que de vez em quando não tem problema.


segunda-feira, 10 de março de 2014

5 Opções de secativos de espinhas

Nada melhor que acordar e perceber que ganhou de presente uma espinha nova no rosto... só que não. Principalmente na tpm, quando a pele fica mais propensa a ter espinhas, o jeito é saber lidar com elas e tentar diminuir a inflamação. Se você também achou que iria sair da adolescência e ter pele boa, toca aqui. Obrigada, hormônios!

Estas são as opções veganas de secativos de espinhas que dão certo pra mim:




1. Óleo essencial de Tea Tree (Melaleuca)

Aplique uma gota do OE de tea tree na ponta de um cotonete, passe na região da espinha e deixe agir antes de dormir. Reaplique depois de lavar o rosto. Já falei sobre os estudos científicos a respeito do óleo essencial de tea tree no tratamento da acne, como esseesseesse e esse.


2. Argila verde

Faça uma máscara com argila verde + água ou argila verde + hidrolato de tea tree ou argila verde + água e vinagre de maçã e deixe agir no rosto por 20 a 30 minutos. Depois retire com água e não se esqueça de hidratar o rosto para evitar o efeito rebote (produção de oleosidade excessiva da pele).


3. Pasta d'água

É possível encontrar a pasta d'água facilmente em farmácias. A da Farmax é livre de ingredientes de origem animal e é uma empresa que não testa em animais. Aplique uma camada na região da espinha antes de dormir e lave ao acordar. O óxido de zinco acelera a cicatrização sem deixar a pele muito ressecada.


4. Zit Zapper da Elf

Contém ácido salicílico, tea tree e hamamélis, que são ótimos ingredientes para secar e diminuir a inflamação da espinha. Aplique na região da espinha e espere secar (cerca de alguns segundos). Depois reaplique uma segunda camada antes de dormir. Lave ao acordar.
Obs: use somente na região da espinha ou em áreas oleosas da pele. Em mim ressecou demais a área ao redor do nariz.


5. Sabonete antiacne da Granado

Contém ácido salicílico e enxofre. Estou usando nas costas porque surgiram algumas espinhas ultimamente (suspeito que seja o protetor solar ou o bronzeador). Dá uma ressecada boa na pele, mas pelo menos as danadas viraram casquinha e cicatrizaram rápido. Vende em farmácias.





* Dicas para evitar o aparecimento de espinhas:

- Mantenha sempre as mãos limpas e evite tocar no rosto

- Limpe o celular com álcool diariamente

- Lave o rosto depois de passar o condicionador ou máscara capilar

- Lave o rosto de 2 a 3 vezes por dia e hidrate em seguida

- Use maquiagem designada ao seu tipo de pele e remova assim que possível

- Pratique exercícios físicos regularmente (aliviam stress)

- Alimente-se de forma saudável

sexta-feira, 7 de março de 2014

Veganas e veganos na cerimônia do Oscar 2014

Esse ano eu consegui assistir ao Oscar inteiro e até gostei, porque além de ter torcido para o filme "12 anos de escravidão", sou fã da apresentadora Ellen DeGeneres. Como sempre, alguns veganos tiveram destaque e levaram o prêmio. Selecionei alguns dos famosos veganos presentes na festa do último domingo:

1. Ellen DeGeneres

Apresentou o Oscar e serviu pizzas vegetarianas e sem queijo aos convidados.




2. Jared Leto

O muso é vegano há 20 anos e ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante.




3. Anne Hathaway

A atriz é vegana desde 2012, se recusa a usar sapatos de couro e entregou a estatueta para Jared Leto.




4. Olivia Wilde

Vegetariana desde os 12 anos de idade e está se tornando vegana com ajuda de Alicia Silverstone. Por que tão diva?



5. Kristen Bell e Dax Shepard

Ela foi uma das apresentadoras do Oscar e o marido se tornou vegano junto com Kristen.



6. Jenna Dewan

A atriz é vegana e mantém a dieta da filha também vegana.

jenna dewan nude fairy on oscars 2014 red carpet with channing tatum 02


7. Brad Pitt

O vegano ganhou o prêmio como produtor do filme "12 anos de escravidão".



Imagens: Pop Sugar, Just Jared e Getty Images.