sábado, 27 de dezembro de 2014

Creme Sensitive 24 horas da Alva


Muitas pessoas me pedem dicas de cremes anti-idade veganos, mas como não tenho muita experiência com esse tipo de produto, nunca soube como funcionavam na pele. Já tinha usado vitamina C e um creme noturno da Weleda, os quais eu considerava ok até então. No entanto, daqui a 3 meses eu faço 30 anos (*Screaming emoji*) e achei que essa era uma boa idade para começar a usar cremes mais potentes para prevenir linhas de expressão e recuperar os estragos na pele causados pelas noites mal dormidas e anos de exposição ao sol sem protetor solar.

O creme de hidratação 24 horas da linha Sensitive da Alva contém como ativos o Ácido Hialurônico, o Beta-Glucan e a Vitamina E. Esses ativos são antioxidantes potentes, cheios de benefícios para a pele, principalmente as sensíveis com tendência a irritação e rosácea. Esses oxidantes são os responsáveis por proteger a pele contra os radicais livres que causam rugas, conforme as referências científicas dos links. Além disso, há óleos vegetais de açaí, argan, babaçu e semente de uva. Eles também possuem propriedades antioxidantes e retém a hidratação da pele por mais tempo. Os ingredientes são 100% naturais e 13% deles são orgânicos certificados pela Ecocert.

Composição (INCI): Aqua, Isoamyl Laurate, Argania Spinosa Kernel Oil*, Vitis Vinifera Seed Oil*, Orbignya Oleifera Seed Oil*, Glyceryl Stearate Citrate, Cetearyl Alcohol, Euterpe Oleracea Fruit Oil*, Yeast Polysaccharide, Tocopherol, Sodium Hyaluronate, Galactoarabinan, Glyceryl Caprylate, Citric Acid, Xanthan Gum, Parfum, Sodium Phytate.

Todos os produtos da Alva possuem os selinhos de que não testa em animais e a linha Sensitive da Alva é totalmente vegana, isenta de ingredientes de origem animal.


O cheiro desse creme é extremamente agradável, mas bem fraquinho. 

A textura é cremosa, leve e fácil de espalhar. Uso só um pouquinho na pontinha da espátula e já é o suficiente para o rosto todo e pescoço. Vem 50 g de produto e rende bastante. A embalagem é super bonita!


O creme 24 horas é rapidamente absorvido pela pele e não deixa a sensação de pele oleosa ou pegajosa.

Depois de algum tempo de uso, aplicando antes de dormir e às vezes depois de acordar, percebo que a minha pele está mais hidratada, mais saudável e com acabamento acetinado. As "casquinhas" de ressecamento ao redor do queixo simplesmente sumiram!

Ao acordar, percebo que a minha pele está um pouco mais oleosa na zona T (tenho pele mista/oleosa na zona T), mas não obstrui meus poros. Mesmo assim, evito passar o creme na região do nariz e concentro na região dos olhos e ao redor da boca. Noto também um aspecto mais uniforme no restante do rosto, uma leve sensação de clareamento e uma pele mais esticadinha. 

Em peles secas e maduras, recomenda-se também o uso do óleo anti-estresse da Alva, que é um concentrado de óleos de Argan, Amêndoas, Açaí e Sea Buckthorn. Em peles jovens e mais oleosas, há a opção do Hydrogel, que é um sérum de hidratação em gel mais levinho.

Ele não é muito barato, mas comparando com outros produtos antienvelhecimento, acho o preço justo, tendo em vista que se trata de um produto orgânico e importado, cheio de ativos potentes que são comprovadamente eficazes. Bastam 5 minutos na Sephora para perceber que cremes anti-idades em geral custam muito mais caros e a maioria, infelizmente, são de marcas que testam em animais. Portanto, quem procura por um creme vegano de ótima qualidade para peles ressecadas, maduras e para evitar o envelhecimento precoce, vale a pena experimentar esse creme.

A loja Men's Market enviou o creme para teste. Quem se interessar, na loja virtual Men's Market o creme de hidratação facial 24 horas custa R$159,90 com frete grátis para todo o Brasil, pode ser dividido em 5x sem juros e a primeira compra no site tem desconto de 10 reais. A loja é confiável e o atendimento pós venda é super tranquilo.



segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Maquiagem festiva de natal

Eu confesso que não gosto muito de natal, mas num momento de ociosidade fiquei inspirada com as cores e brinquei um pouquinho fazendo essa make. Lembram da make do ano passado

A minha câmera não ajuda, eu não tenho técnica para tirar fotos e a iluminação ficou ruim, me desculpem! :p




glitter <3

Produtos usados:

- Sombra vermelha cor Risque da Concrete Minerals em toda a pálpebra e côncavo (resenha aqui)
- Sombra cinza cor Taupe Elegance da P2 no côncavo (resenha em breve)
- Bronzer marrom do Contour Kit da Sleek no côncavo (Resenha aqui)
- Glitter dourado cor Brass da The Body Needs em toda a pálpebra
- Delineador preto da Vult (resenha aqui)
- Máscara de cílios da Max Love (resenha aqui)
- Brow cream de sobrancelhas cor Medium Ash da Silk Naturals (resenha aqui)
- Cílios postiços 1261 e cola da Ecotools (resenha aqui)



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Resenha | Perfume Condicionante Happy Happy Joy Joy da Lush


O "Happy Happy Joy Joy" é um condicionador com a proposta de perfumar o cabelo. Possui leite de amêndoas, óleo de jojoba e extrato de flor de laranjeira como ingredientes principais. Além disso, há água floral e óleos essenciais de Neroli e Grapefruit que agem amaciando e perfumando o cabelo.

Como condicionador, é muito levinho, tem consistência pouco densa e acredito ser ideal para cabelos oleosos e sem química. Não considero que esse condicionador desembaraça e hidrata profundamente o meu cabelo, que é descolorido e danificado nas pontas, com tendência a embaraçar.

Dessa forma, como não é um produto barato, para não desperdiçar eu misturo ele com um pouco de um condicionador mais potente e com cheiro mais neutro (no caso, uso o da Paul Mitchell ou a máscara vermelha da Surya). Percebo que o cabelo fica um pouco mais macio e brilhante que o normal quando uso o Happy Happy Joy Joy em conjunto.


Acredito que possa ser usado em cabelos curtos sem que ele deixe oleoso ou pese.


Já como perfume, é uma explosão floral maravilhosa! No frasco, o perfume parece ser forte, mas no cabelo, o cheiro é muito "confortável". Me pego cheirando o cabelo durante o dia, porque fixa super bem. Quem é apaixonado por perfume de flor de laranjeira (não é cheiro de laranja) e fragrância floral, provavelmente vai amar o perfume desse condicionador. Creio que a intenção da escolha dos óleos essenciais é mesmo agir como "levantador de astral" através da aromaterapia, por isso o nome.

Eu compraria novamente somente por causa do perfume que ele deixa no cabelo (sou muito apegada com fragrâncias). Como eu preciso misturá-lo a um outro condicionador para hidratar profundamente as pontas ressecadas, talvez não valha a pena para quem não ama perfumes florais e tenha o cabelo ressecado.



Recebi o produto da assessoria da marca. Custa R$69,90 por 100g na loja da Lush.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Ikove não é mais cruelty free?

Há alguns meses a página da Ikove no Facebook anunciou a inauguração das lojas físicas em Taiwan e na China. É sabido que a China requer testes em animais para assegurar os cosméticos vendidos por lá. Dessa forma, independente de qualquer empresa de cosméticos estrangeira, seja ela brasileira ou européia, deve ter seus produtos testados em animais antes de comercializar no território chinês.

Tentei contato com a empresa pelo site e pela página do Facebook e não obtive respostas, pelo contrário, tive meu comentário deletado. O mesmo aconteceu com outras pessoas que questionaram a empresa através da página do Facebook.

Gostaria de saber qual a explicação que a empresa tem a respeito dessa questão. Pelos prints abaixo, é possível notar que mais pessoas questionaram e não foram respondidas, além de terem os comentários deletados. Curiosamente, depois de terem questionado sobre os testes em animais, o post foi editado de China para Taiwan:



É de se esperar que uma empresa que passa a financiar testes em animais na China, não vá espalhar isso nas redes sociais: "Ei, gente! Começamos a financiar testes em animais na China!". Aconteceu com a Caudalie, com a Alfaparf, com a Victoria's Secret e mais uma infinidade de empresas interessadas em expandir os negócios, passando por cima dos animais. A forma de sabermos quais empresas testam ou não na China, é questionando-as, ou no caso, rastreando os pontos de venda. Em algumas circunstâncias, a PETA remove essas empresas das listas de empresas "cruelty free", apesar dos atrasos na atualização.

A minha surpresa desagradável foi ver uma empresa brasileira que pode estar vendendo na China. Até então só tinha visto empresas internacionais. 

Deixo claro que nunca tive nada contra a Ikove, já comprei um produto da marca no passado e até indiquei a marca aqui no blog. Porém, a partir de agora, em razão da falta de explicações a respeito da postura da Ikove, boicotarei a empresa e não indicarei mais a Ikove como livre de crueldade. 

Obs: os selos de certificação Ecocert são concedidos à empresas que não testam em animais para produção dos produtos. No entanto, não é feito um controle das empresas que vendem posteriormente na China, conforme explicado pela página da Ecocert aqui. Ou seja, é possível que empresas com certificado orgânico teste em animais na China.


ATUALIZAÇÃO (18/12/14): A empresa emitiu um post dizendo que não abriu loja na China e, sim em Taiwan. Portanto, não financia testes em animais, já que a legislação de Taiwan não exige testes para cosméticos. 

Fico feliz em saber que a Ikove permanece cruelty free e enquanto a empresa mantiver essa política, continuarei recomendando. No entanto, a empresa falhou na comunicação com seus clientes, afinal ela prestou os esclarecimentos necessários apenas porque o post foi feito e divulgado no Facebook.  



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Brow Cream para sobrancelhas da Silk Naturals


A Silk Naturals é uma das minhas marcas preferidas de maquiagem. Os preços são acessíveis, há a sinalização de quando o produto é vegano e o atendimento é ótimo. Faço compras na loja virtual desde 2008 e nunca tive problemas (apenas 1 compra taxada). Já falei muito sobre os produtos aqui. Lembro que eu descobri a marca quando estava procurando por amostras grátis de maquiagem mineral na internet (huehuebr). 

Esse produto para sobrancelhas (Brow Cream na cor "Medium Ash") é exatamente da cor das minhas sobrancelhas e do cabelo, que possuem subtom acinzentado (minha cor é 7.1). Ele preenche falhas de forma natural e sem parecer muito óbvio. Cores marrom/terrosas definitivamente não ficam boas em mim.

Já tinha testado os lápis de sobrancelhas da NYX e da ELF antes. Apesar de serem bons, achava que não ficava muito natural por causa da ponta grossa dos lápis. Esse creme eu aplico com um pincel chanfrado da Ecotools, que é bem fininho e firme. 


A fixação é ótima, dura o dia inteiro e não borra. 
A aplicação é super simples. Se errar é só passar um corretivo por cima ou um cotonete.

Agora eu só queria um produto com escovinha ou gel que deixasse os pelinhos no lugar, porque eles nunca ficam assentadinhos.

Ingredientes: Certified Organic Castor Oil, Fractionated Coconut Oil, Candelilla Wax, Carnuaba Wax. Also contains: Mica, Iron Oxides, Titanium Dioxide

Preço: 6.50 dólares (2 g) ou 0.99 a amostra. Como se usa só um tiquinho, esse potinho vai render muito tempo.



Sobrancelhas desiguais porque sim

Comparação de todas as cores:


Obs: Eu nunca tive nenhum problema com compras na Silk Naturals. Mas é importante frisar que compras internacionais podem não dar certo. Infelizmente há possibilidade de atrasos, extravios, roubos, taxas etc e dependem de vários fatores que vão além do controle da loja.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Resenha | Shampoo Big da Lush


Uma das coisas que me incomoda bastante é ter o cabelo colado na cabeça, mesmo quando ele está limpo. Acho mega sem graça ter o cabelo murcho escorrido na testa, mas também tenho certa preguiça de aplicar produtos para levantar a raiz ou secar com o secador de cabeça para baixo por exemplo.

Eu já sabia que a Lush tem alguns produtos best sellers queridinhos e o shampoo "Big" era um deles. Ele promete dar volume para cabelos finos, por isso o nome Big.

Quando estive na loja física a vendedora super elogiou e o cheiro era simplesmente maravilhoso - uma mistura de alga marinha com baunilha, coco e limão. Perfume de sereia mesmo!

Esse shampoo é composto basicamente por sal marinho grosso, óleo de coco, sulfato (infelizmente), extratos vegetais, alga marinha, água do mar (wtf?), óleos essenciais e fragrância.



A sensação ao aplicar o shampoo é bem diferente da de um shampoo comum. Eu tive medo de ficar com resíduos de sal grosso no cabelo, mas não aconteceu isso porque o sal dissolve na água. E ainda deu para massagear e exfoliar o couro cabeludo. Percebi que um pouquinho de nada era suficiente para gerar um monte de espuma, sendo tranquilamente fácil de espalhar. E depois de enxaguar, o cabelo fica limpo e super macio, mesmo antes do condicionador. E o melhor: sentir o perfume durante o banho. Como eu queria que a Lush fizesse um perfume com essa fragrância! No entanto, é provável que algumas pessoas não curtam, porque é um cheiro forte.

Quando abri o pote em casa pensei: "não acredito que eu paguei 87 reais nessa gosma com sal grosso!"

Depois de seco, sinto uma leve ressecada na raiz (o que pra mim é ótimo), mas no restante o cabelo fica normal, hidratado e brilhoso. Também notei que a parte mais clara das pontas desbotou e amarelou, por isso não recomendaria para quem tem o cabelo tingido. Não é à-toa que shampoos para cabelos tingidos não contém sal.

Estou usando uma vez por semana, primeiro porque eu não gosto de usar shampoo com sulfato com tanta frequência e segundo, porque é um shampoo caro, apesar de se usar pouca quantidade e render bem. Em 3 meses de uso, 1 vez por semana, ainda não chegou na metade do pote.

Quanto ao volume, deu uma leve encorpada, mas nada dramático no meu cabelo. Não acho que seja a solução para cabelos murchos, infelizmente. Nem tirei foto porque não fez muita diferença.

Enfim, gostei muito do shampoo, mas não acho que o preço compensa. Talvez colocar sal grosso num shampoo hidratante comum ou mesmo em um leave in possa dar um efeito similar. Pretendo testar isso e fazer um outro post!

O pote vem 330g e custou R$87 na loja virutal da Lush.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Sabonetes veganos artesanais da Barra de Sabão


Barra de Sabão é uma empresa daqui de Belo Horizonte que produz sabonetes artesanais, totalmente isentos de ingredientes de origem animal e processados a frio, ou seja, bem diferentes dos industriais, nos quais se usa sulfato, por exemplo. O processo a frio preserva as propriedades dos óleos vegetais e pode levar vários dias e até meses para que ocorra a saponificação.

Lindos!

Segundo a criadora dos sabonetes, Conceição: "Na elaboração do sabonete não são utilizados produtos de origem animal como sebo de boi ou banha de porco, a exemplo de vários sabonetes comerciais; nem detergentes sintéticos como o lauril sintético. Somente óleos vegetais nobres, como o de palmiste, palma e babaçu da Amazônia, o azeite de oliva e o óleo de girassol ou de soja e o lauril vegetal, feito a partir do milho." [...] "Busquei na Aromaterapia, conhecer um pouco da sensação que cada cheiro proporciona ao nosso organismo, sensações relaxantes, refrescantes, revigorantes, energizantes, estimulantes, dentre outras, dependendo da combinação dos cheiros e dos óleos essenciais."

Estes sabonetes são feitos a partir de óleos vegetais saponificados por hidróxido de sódio (ou potássio). Há manteigas de cacau ou cupuaçu na formulação para garantir maior hidratação da pele depois da limpeza.

Em todos eles há fragrância, sendo que o verdinho contém também óleos essenciais. Pelo que eu pude perceber, me pareceu ser de eucalipto e hortelã (mas posso estar enganada!). No rótulo não consta qual deles foi utilizado.

O sabonete líquido herbal é bastante forte e me lembrou o sabonete de castela líquido (castile soap). Ele limpa profundamente e tem a consistência bem líquida. Achei que ressecou um pouco a pele do rosto, por isso uso apenas para lavar a mão.







Além de lindos, os perfumes dos sabonetes em barra que eu recebi são muito cheirosos. O rosa de frutas é bem docinho e feminino. O Breu branco tem o cheiro de manteiga de cacau predominante e é o mais cheiroso dos 3, na minha opinião. E também foi o mais hidratante. Já o verde é um herbal delicioso. O cheiro é forte na barra e durante o banho, mas depois não fixa na pele.

Eu costumo usar tanto sabonetes convencionais (Phebo e Granado) quanto os artesanais. Os sabonetes convencionais são mais fáceis de comprar e mais baratos, mas acho que os artesanais costumam ser mais hidratantes e cheirosos, além de terem todo aquele visual especial.

Dica: cortar um pedaço e usar aos poucos para evitar o desperdício.


Estes sabonetes me pareceram ótimas ideias de presentes. Acho que são fáceis de agradar e versáteis para toda a família.

O preço varia entre 8 e 10 reais na loja virtual. Acredito que seja possível também o envio por motoboy em BH.

Obs: A Laura Kim fez um vídeo super legal sobre esses sabonetes no canal "Veganismo na TV" no YouTube.

Facebook da proprietária: https://www.facebook.com/barradesabao
Loja virtual: http://www.barradesabao.com.br/Loja

terça-feira, 25 de novembro de 2014

É possível manter um relacionamento saudável com não-vegano(a)s?


Antes de qualquer coisa, gostaria de deixar claro que não estou aqui para ditar regras, e sim para dar a minha opinião baseada em experiências pessoais.

Primeiramente, é importante ressaltar que:

Sejamos sinceros, ninguém é vegano pelo planeta, para reduzir as emissões de CO2 e CH4, pela água, por saúde... Veganismo é uma postura ética relacionada ao repúdio à violência com animais. Ponto final. Dessa forma, veganismo não é dieta. Vegetarianismo é dieta. Veganismo não. Veganismo vai muito além de dieta.

Relacionamentos entre pessoas com estilos de vida divergentes podem ser muito complicados, principalmente para a pessoa que é vegana e namora uma comedora de carne, afinal isso não envolve uma mera questão de gosto pessoal, mas de ética. Para quem é vegano, violência contra animais é algo inadmissível e intolerável. Dessa forma, conviver com uma pessoa insensível às questões animais, e que compactua e pratica essa violência diariamente, pode ser bastante difícil. Como li uma vez na Revista dos Vegetarianos, há um abismo ético entre um vegano e um não-vegano, o que torna a convivência bastante complicada.

Poderia uma feminista se relacionar com um machista? Poderia uma pessoa que luta contra homofobia se relacionar com um homofóbico? É desse abismo ético que estou falando.

Ao contrário do que muitos carnistas pensam, ser vegano não é questão de escolha pessoal. Há certas escolhas, como gostar de filme de terror ou comédia, rock ou MPB, roupa branca ou preta, que são preferências pessoais inofensivas. Já praticar/financiar exploração de animais vai muito além de uma mera questão de preferência pessoal. Envolve violência, agressão, escravidão, tortura e algo a meu ver muito grave: a insensibilidade a tudo isso.

Importante lembrar que se uma pessoa vegana se relacionar com uma não-vegana, ela terá de aceitar e conviver com a crueldade de animais o tempo todo. Essas situações incômodas, pra não dizer insuportáveis, não serão esporádicas, como ir ao zoológico ou contratar um carroceiro para recolher entulho, por exemplo, que é algo que se ocorrer, será uma vez no ano e olhe lá. Será muito pior que isso. O não-vegano irá usar roupas com couro todo dia, irá fazer supermercado com você, irá encher a sua geladeira com produtos animais, irá comprar cosméticos testados em animais e contendo ingredientes animais, irá almoçar e jantar com você... e você terá de suportar tudo isso TODO DIA, o tempo todo!

Poderia então uma pessoa que se sente indignada com a violência contra os animais conviver com outra totalmente insensível?

Minha opinião: muito difícil. A não ser que...

Existem dois tipos de não veganos: os carnistas debochados e a pessoa que come carne por hábito, porque todo mundo faz, mas apesar de ser sensível às questões animais, nunca parou para pensar em porcos, bois, frangos, peixes, etc.

O primeiro tipo é caso perdido. Relacionem-se com esse tipo de gente por sua própria conta e risco!

O segundo tipo... esse pode ser que valha a pena.

Nós nascemos numa sociedade que nos ensina desde pequenos a sermos machistas, racistas, homofóbicos, insensíveis ao sofrimento de certos tipos de animais e uma porção de outras coisas nada sensatas. Dessa forma, muitas pessoas com enorme potencial de se tornarem pessoas melhores praticam atos condenáveis apenas por terem sido criadas dessa forma e nunca terem parado para pensar nesses assuntos. Mas essas pessoas, caso encontrem alguém que as ajude a se libertar desses pensamentos que regem a nossa sociedade atual, podem sim se tornar excelentes companheiras.

O importante é perceber se a pessoa tem mesmo potencial. Caso ela tenha, não perca tempo. Não espere a pessoa evoluir sozinha, no "tempo dela", afinal os animais que são massacrados a cada segundo não podem esperar mais. Seguir junto o caminho rumo ao veganismo é maravilhoso. Ponha todo o seu potencial de ativista em ação e a ajude a modificar os hábitos, mas sempre com bom senso e sem pressões (pode ser contraprodutivo).

Mas se após algum tempo você perceber que estava enganada(o) e a pessoa não se mostrar interessada em parar de explorar animais... prepare-se para uma vida tendo de ver a sua/seu companheiro explorando animais na sua frente. Pergunte-se como será o futuro, se vê problemas em conviver com uma pessoa que tem uma visão oposta da sua. Explique o motivo do veganismo ser tão importante para você (através de fotos, vídeos, documentários...), converse sobre quais serão os produtos que entrarão em casa, na geladeira, na frigideira e quais restaurantes poderão frequentar. Se você tolera e tem esperanças que a pessoa evolua, ótimo. Se não vê uma luz no fim do túnel, talvez seja a hora de dar um game over.

Esse tipo de situação infelizmente é comum. Às vezes vemos uma pessoa que adotou um cão abandonado ou que trabalha como voluntário em canis e pensamos "taí alguém interessante com potencial". Vale a pena investir nessas pessoas? Certamente vale (meu caso!), mas nem sempre a pessoa tem mesmo potencial. Quase todo vegano é "cachorreiro ou gateiro", mas nem todo "cachorreiro" é um vegano em potencial.


Obs: Sou vegetariana desde muito nova e todos os meus namorados comiam carne. O meu namorado hoje é vegano, mas no início do namoro era frequentador assíduo de churrascarias e comia carne de vitela quase toda semana, muitas vezes logo após resgatar cães de rua. Mostrei a incoerência em tratar cães de uma forma e porcos de outra. Assistimos meia hora de Terráqueos e A Carne é Fraca juntos e ele ficou sem argumentos para explicar a crueldade a qual estava financiando.



E você, mantém um relacionamento saudável com um não vegano? Tem dicas de como lidar?

Recentemente foi lançado um site para solteiros em busca de um@ namorad@ veg! Já conhecem o site de relacionamento Namoro Veg?

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Veggie Box: Assinatura mensal de cosméticos veganos no Brasil



Há alguns dias eu postei sobre um serviço de assinatura mensal de cosméticos veganos - o "Vegan Beauty Box" da Vegan Cuts. No entanto, a caixa vinha dos Estados Unidos e levava muitos dias para chegar ao Brasil. Pessoalmente eu já me acostumei a esperar 1 mês para receber encomendas, mas nem todo mundo tem paciência de esperar.

A novidade é que há um projeto seguindo mais ou menos a mesma ideia aqui no Brasil - a "Veggie Box".

As vantagens desse tipo de assinatura é que se tem a oportunidade de conhecer uma variedade de produtos veganos e marcas por preços mais baixos, além da comodidade de receber os produtos em casa, quando na maioria das vezes, muitos desses produtos não são fáceis de encontrar em lojas físicas.

Antes de sair do papel, os criadores do projeto deram início a um sistema de crowdfunding (ou a famosa "vaquinha") para arrecadar $$, já que, segundo eles, investir em cosméticos veganos é um pouco arriscado no Brasil; a maioria das pessoas ainda não se preocupa em escolher produtos de beleza mais éticos. Basta 5 minutos na "blogosfera" de produtos de beleza para perceber isso. As pessoas sabem que certas empresas de cosméticos testam em animais, mas não estão dispostas a deixar de comprar da marca preferida pela causa.

Confesso que demorei a entender como funciona essa "vaquinha", mas é a forma que eles conseguiram de angariar fundos. Dessa forma, eles pretendem iniciar esse projeto assim que a meta for alcançada. E caso essa meta não seja alcançada, os contribuintes receberão a primeira "Veggie Box", mas o serviço de assinatura poderá não ser concretizado.

Fui convidada para selecionar produtos que eu considero interessantes para essa primeira Veggie Box! Ainda não sei quais os produtos foram escolhidos (houve a necessidade de se adequar às empresas parceiras). Pode ser que tenha lip balm, esmalte, pincel de maquiagem, sabonete etc...é surpresa!

Cada caixa irá conter de 4 a 7 produtos (incluindo amostras e full size), todos de empresas que não testam em animais e sem ingredientes de origem animal. Haverá também alguns produtos com certificado de orgânico. Nas edições seguintes serão escolhidas novas blogueiras para curadoria dos produtos. Ao que tudo indica, a primeira box será enviada no dia 20 de janeiro de 2015.

Veggiebox

Podem esperar produtos de empresas como Surya, Feito Brasil, EcoTools e Arte dos Aromas. Há projetos de conseguir parcerias com empresas internacionais também!!

Por enquanto os produtos são considerados universais, mas num futuro é possível que haja uma forma de personalizá-los a partir da cor/tipo da pele e cabelo, por exemplo.

Há várias formas de apoiar essa campanha:



Os links da campanha são esses:

- Página do Facebook
- Site da Veggie Box
- Site da campanha

Vídeo da campanha:



Obs: como é tudo novo, acho super importante opinar e dar sugestões a eles. O contato pode ser feito nesse link.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Base HD da Silk Naturals


Há alguns dias eu fiz uma compra na Silk Naturals e pedi umas amostrinhas da base HD e dos corretivos. Tinha visto a resenha no blog da Phyrra e gostei muito do aspecto da base. A encomenda chegou em aproximadamente 1 mês sem taxas. Então fiz o pedido da base em bastão no tamanho normal na cor Golden 40 (e dessa vez fui taxada). É um bege médio com subtom dourado, voltado para peles mais amareladas e para quem quer uniformizar o tom da pele com o corpo, que normalmente é menos rosado e mais dourado (meu caso).

Além dos tons dourados, há o neutro (Neutral) e o tom frio (Cool)


Ela não é exatamente voltada para algum tipo de pele. Mas tem um acabamento natural, não é opaco e nem muito brilhoso. Eu tenho a pele oleosa e notei que não posso sair de casa sem aplicar um pó por cima, já que ela não controla a oleosidade. E depois de umas 6 horas, reaplico pó para manter a cobertura e controlar o brilho.

Mesmo não sendo sequinha, eu curti muito essa base! A cobertura é média e o fato de ser HD, faz ela ficar extremamente natural. Quando quero mais cobertura uso a base mineral em pó da mesma marca por cima.

A base não obstruiu os meus poros e não acumula nas linhas.

A lista de ingredientes é natural e bem simples:


No rosto:

Aplicação da base e espalhei facilmente com o pincel de base da Ecotools, mas rola de aplicar com os dedos também.

Base HD da SN sem corretivo. 
Obs: ela fotografa super bem! De longe a pele fica super bonita, mas ao vivo de pertinho nem tanto. 

Base HD da SN + base mineral 


Preço da amostra: US$0.99
Preço do bastão de 12 gramas: US$11.99

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Queratina animal x queratina vegetal


O cabelo é composto basicamente por queratina e uma pequena quantidade de lipídios. A queratina é uma proteína sintetizada pelo corpo e constitui a estrutura dos cabelos, unhas e pele.

Todas as proteínas, sejam elas provenientes de animais ou vegetais, são compostas por uma combinação de aminoácidos. O cabelo e a pele contém bilhões destes aminoácidos em cadeias ordenadas de maneira específica. Quando o cabelo é danificado por algum processo como descoloração, tintura, alisamento ou abuso de chapinha/secador, alguns desses aminoácidos são "arrancados" do cabelo. Para fazer o cabelo parecer mais saudável, brilhoso e mais forte é preciso repor esses aminoácidos.

A forma de produzir queratina pelo corpo é consumindo alimentos ricos em proteínas, vitaminas do complexo B, vitamina C, as quais estão presentes em verduras, frutas, cereais e leguminosas. Mas quando o estrago já foi feito, é possível repor a vitalidade do cabelo através do uso de produtos capilares contendo queratina ou aminoácidos que a compõem. Não importa se os aminoácidos vieram de plantas, animais ou a partir de cabelo humano, desde que sejam utilizados os aminoácidos adequados. Exemplo de aminoácidos que compõem a queratina do cabelo (nomenclatura INCI em inglês): cistine, cisteine, serine, arginine, lysine, threonine, glutamic acid, proline, alanine etc.

Dessa forma, quem não tem o cabelo danificado por processos químicos e térmicos, não precisa usar produtos que contenham proteínas ou aminoácidos para reposição. Já quem deseja complementar os cuidados com o cabelo danificado, deve tentar usar produtos hidratantes e que contenham óleos vegetais, além de ser necessário acrescentar um produto que contenha proteínas.

O problema ético da queratina é que a maior parte das encontradas em produtos cosméticos é de origem animal, sendo considerada um ingrediente fruto de exploração animal. Da mesma forma que eu não compraria queratina obtida de cabelos de judeus que foram mortos durante o nazismo (mesmo que o objetivo da morte não seja obter cabelo), não acho ético também comprar queratina de animais que foram explorados durante toda uma vida.

A boa notícia é que existem formas de fazer a reposição de queratina no cabelo a partir de ingredientes vegetais ou do cabelo humano. Veja as diferenças das queratinas a seguir:


Queratina de cabelo humano


O cabelo humano é composto principalmente por queratina, que é considerada "dura". A fim de hidrolisar (quebrar) essa queratina para utilização em produtos capilares e proporcionar a absorção pelo, é necessário submetê-la a vários processos químicos. Uma grande porcentagem do cabelo humano utilizado em produtos cosméticos hoje, principalmente de marcas internacionais, vem dos continentes indianos e asiáticos, já que essas pessoas vendem o próprio cabelo. Por isso não temos como saber sobre questão ética envolvida.

Em alguns rótulos, pode ser chamada de "Hydrolyzed Hair Keratin".

No Brasil existe um laboratório que sintetiza a queratina a partir do cabelo humano: o Mapric e pode ser comprada nessa loja.

Queratina animal


Geralmente a queratina pode ser extraída da lã de carneiros, penas de aves, chifres ou cascos de bois. A proteína hidrolisada de queratina (no rótulo é chamada de "hydrolized keratin") é quebrada em aminoácidos pequenos ("keratin amino acids") para penetrar na cutícula e permanecer no eixo do cabelo.

Há outras formas de proteínas animais obtidas pelo bicho da seda, chamada de "Hydrolized Silk Protein" ou "Silk amino acids". Além disso, é comum o uso de proteínas do leite, chamada de "Hydrolized Milk Protein". E menos comum, a proteína da pérola "pearl keratin".

Se dentre os ingredientes no rótulo de um produto tiver a palavra "keratin", ela é provavelmente de origem animal ou humana, nunca vegetal ou sintética. Pode conter a palavra "quaternizada", mas não deixa de ser de origem animal.


Queratina vegetal ou "Fitoqueratina"


A queratina vegetal é desenvolvida pela combinação de proteínas hidrolisadas obtidas do arroz, soja, trigo ou milho. As formas encontradas de queratina vegetal no rótulo são: "Hydrolyzed Wheat Protein" - trigo, "Hydrolyzed Corn Protein" - milho, "Hydrolyzed Rice Protein" - arroz, "Hydrolyzed Soy Protein" - soja e "Hydrolized Vegetable Protein" - algas.

A nomenclatura INCI não reconhece a "fitoqueratina" (hidrolisado de milho, trigo e/ou proteína de soja). "Phyto" ou "Fito" é um prefixo que significa "de uma planta". Então, quando você se deparar com o rótulo a palavra fitoqueratina, pode ter certeza de que ela é de origem vegetal.

Segundo pesquisas, hidrolisado de proteína do trigo e da soja são alguns tipos de proteínas que são utilizados em cosméticos para os cabelos, atuando na estrutura capilar dando-lhes resistência. Muitos processos químicos como tintura, alisamento, relaxamento e descoloração, entre outros, danificam a estrutura capilar tornando-a porosa, seca, sem brilho e sem maciez, modificando a textura e a penteabilidade dos cabelos. Embora muito usados na cosmética, poucos trabalhos científicos relatam a importância dos hidrolisados de queratina e mesmo de outras proteínas na cosmética capilar (TOMITA et al, 1994 U.S. Patent No. 5.314.873). Há inúmeras patentes depositadas abordando peptídeos, obtidos após hidrolise química de proteínas como a soja, trigo etc.

Resumindo: a tecnologia vem evoluindo e não é necessário usar queratina animal para reparar cabelos danificados, quando é possível encontrar inúmeras fontes de queratina vegetal.

Eu dei alguns exemplos de produtos capilares contendo queratina vegetal nesse post.


Referências:

http://www.sbrt.ibict.br/dossie-tecnico/downloadsDT/Mjky
http://www.biomedcentral.com/1472-6750/13/15
http://livros01.livrosgratis.com.br/cp069851.pdf
http://www.cosmeticsciencetechnology.com/articles/samples/1421.pdf
http://www.cosmeticsandtoiletries.com/formulating/function/repair/A-Botanical-Solution-for-Keratin-TherapyStronger-Healthier-Hair-240883821.html



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cílios postiços e cola da Ecotools


Há pouco tempo a Ecotools - conhecida pelos famosos pincéis cruelty free de maquiagem - lançou uma linha de cílios postiços e cola para cílios.

Além dos produtos da Ecotools não serem testados em animais, a cola para cílios não contém formaldeído (presente na maioria das colas para cílios), latex e não causa alergia. Os cílios são produzidos a partir de fios sintéticos.


Junto com os cílios, no kit vem uma colinha bem pequena, mas suficiente para umas 10 aplicações e uma escovinha para arrumar cílios. Dá para escovar as sobrancelhas também! Na outra extremidade tem uma pontinha pra ajeitar os cílios rente aos cílios naturais. Infelizmente a cola não é vendida separadamente e nem em tamanho grande. Ela contém 1 ml.


Já usei colas da Duo e da Fing'rs. Não sei dizer se ambas permanecem cruelty free atualmente, já que nos sites não há informações a respeito. Eu não gostei das colas Fing'rs (odiei, na verdade) e em comparação de qualidade com a Duo, a da Ecotools não perde em nada. A da Ecotools ganha em ética e em composição mais natural.

A secagem é extremamente rápida e o "poder" de colagem é ótimo! Dura por muitas horas no lugar e é até um pouco difícil de remover, mas nada que um óleo vegetal não resolva.


Escolhi a "Wispy & Flared" - 1261. Era exatamente o que eu esperava: cílios longos e curvados, mas nada muito dramático. Apesar de terem uma haste grossinha, eles ficam super naturais e acredito que possam ser usados durante o dia ou noite.

Existem outros modelos de cílios e podem ser vistos aqui.


Comprei esse kit no iherb. No Brasil dá pra comprar na loja Konad.