quarta-feira, 2 de abril de 2014

O anti-vegano e as mentiras



Em homenagem ao dia 1º de abril, farei um post dedicado aos reis da mentira: os anti-veganos.

Antes de definir o que são os anti-veganos, é importante notar que existem dois tipos de pessoas que costumam combater o veganismo: o ingênuo e o anti-vegano.

O ingênuo é aquele sujeito que vai levando a vida sem pensar muito nas suas ações, vai fazendo o que todo mundo faz, acha certo o que todo mundo acha certo, acha errado o que todo mundo acha errado, e vai empurrando a vida de acordo com as suas conveniências. Nós crescemos e fazemos parte de uma sociedade obcecada por carne e laticínios, na qual o veganismo ainda não é muito conhecido. Nem todos tem conhecimento do quanto cada refeição contribui para causar danos aos animais e esse texto não é direcionado a essas pessoas. Eventualmente, o ingênuo é levado a pensar sobre direitos dos animais, talvez por ver um programa na TV ou por participar de uma discussão com os amigos, na net, etc. Por ter pensado em veganismo por no máximo 5 minutos na vida, o ingênuo se satisfaz com respostas superficiais e igualmente ingênuas, como "se leões matam, por que eu também não poderia?", "é a cadeia alimentar", "mas e as crianças passando fome? Preocupe-se com elas primeiro!", "Deus fez os animais para nos servir", etc. Percebam que o ingênuo usa sem cerimônia argumentos péssimos como esses apenas por um motivo: é um ingênuo!

Já o anti-vegano (também conhecido por alfacista ou carnista) é aquela pessoa que quando descobre que você é vegano, vegetariano e protetor dos animais, faz de tudo para tentar te mostrar que você é um bobinho ingênuo, sua vida é uma ilusão e todo o seu esforço é em vão, porque para ele as coisas devem continuar do jeito que estão e os veganos são uma pedra no sapato que precisa ser eliminada. Eliminada, humilhada, ridicularizada. O anti-vegano é um reaça de carteirinha, e como todo reaça que se preze, não tem nenhuma vergonha em ser falso, mentiroso, arrogante e cínico.

O anti-vegano não é ingênuo. Ele se informa sobre veganismo, entra em blogs anti-veganos, discute sobre veganismo ativamente, compartilha posts anti-veganos nas redes sociais, posta vídeos anti-veganos no youtube, tenta convencer os amigos e familiares que os veganos não passam de uns iludidos, entram em blogs veganos para trollar etc. O anti-vegano é quase um ativista, só que ao contrário. De ingênuos eles não tem nada.


Caso encontre um vegano bem informado pela frente, o anti-vegano pula de argumento em argumento durante o debate achando que descobriu a roda em cada um deles, passando por questionamentos como cadeia alimentar, proteínas, vida natural, hipocrisia e direitos das alfaces. A cada argumento que você desbanca, ele aparece com mais um "infalível", sem correlação nenhuma com o argumento anterior, e sem a mínima vergonha de ter falado besteira no argumento anterior. O anti-vegano usa a regra do "se colar, colou". Vai soltando argumentos completamente desconectados entre si na tentativa de, quem sabe em algum deles, deixar o vegano sem resposta. Aí ele ri ironicamente, enche o peito com ar de superioridade, e se dá por satisfeito. Dever cumprido. Venceu o vegano.

A quantidade de achismos e argumentos infundados é de dar inveja a mentirosos compulsivos. Eles são capazes de defender absurdos para não darem o braço a torcer. Começam dizendo, por exemplo, que a proteína animal é essencial à saúde humana e os animais precisam morrer para nos servir de alimento. Eles não são nutricionistas e estudiosos no assunto, mas querem te provar que seu veganismo é perigoso a saúde, assim ele pode comer carne até se entupir com a consciência tranquila. Tão logo você prova que a proteína animal não é necessária, de nutricionista ele passa para biólogo e aparece com o argumento da senciência das plantas. Segundo essas pessoas, é claro que as plantas sentem dor e sofrem. Se você come vegetais, causa sofrimento a eles, logo, o coerente é comer animais também, já que o saldo de sofrimento é o mesmo. Além de não existir lógica nessa argumentação, também não existem evidências para o que ele defende. Se nenhum desses argumentos colar, ele imediatamente pula para "sabia que a soja destrói a Amazônia?" ou qualquer outra besteira. O objetivo é vencer o debate. 

Como se não bastasse, o anti-vegano, além de PhD em biologia e nutrição, também acha que tem conhecimento em economia e é dotado de clarividência. Ele é capaz de afirmar que o sistema jamais irá mudar, mas caso o número de veganos aumente, os animais continuarão sofrendo e morrendo da mesma forma. Segundo o gênio, o número de animais abatidos continuará o mesmo proporcionalmente, já que os produtores irão preferir jogar a carne no lixo do que produzir menos. Eternamente. Acreditem , eu ouvi essa nesse domingo.... É de doer! Quando todos os argumentos são devidamente refutados, começa o festival de desculpas esfarrapadas e tentativas desesperadas de ganhar a discussão. Olham pro seu sapato, na tentativa de mostrar que é de couro, dizem que sua maquiagem é testada em animais, perguntam sobre as criancinhas que passam fome, falam que Hitler é vegetariano e mais outras afirmações infundadas.

Quando tudo falha, o anti-vegano diz que ética é arbitrária, que não existe certo e errado, o que existe são escolhas pessoais e vem com esse papinho de relativismo moral na tentativa de se justificar (e de te deixar sem resposta, claro). Aí quando você pergunta se o relativismo moral se aplica também a situações como escravidão, pedofilia, machismo e estupro em geral, o anti-vegano diz, sem um pingo de vegonha na cara "sim, não vejo problema em pedofilia. Eu acho errado, eu não faria, mas há sociedades onde isso é aceito e pra mim tudo bem". O anti-vegano não tem nenhum compromisso com lógica, honestidade intelectual, com a verdade. Ele fala a maior das mentiras se for necessário, defende o absurdo dos absurdos, apenas para não dar o braço a torcer e ganhar do vegano no debate.

Isso me frustra profundamente. Os carnistas são capazes de discutir com a calma de um monge budista contra o veganismo, como se o sofrimento dos animais fosse apenas teórico e inventado por veganos, como se o dano causado pela pecuária ao meio ambiente fosse hipotético. Eles riem e debocham quando veganos se emocionam com o sofrimento dos animais. Quando você tem conhecimento e admite que animais sencientes estão sofrendo a todo instante e que isso poderia acabar já, bastando as pessoas se preocuparem o suficiente, é difícil não discutir com veemência e um senso de urgência. E é revoltante ter esse sentimento ridicularizado porque outras pessoas estão apenas interessadas em ganhar uma discussão e satisfazer seus próprios desejos, custe o que custar.

Eu arriscaria dizer que alguns deles possuem um complexo de culpa. Apesar de saberem que são responsáveis por contribuírem para os impactos causados aos animais, ao meio ambiente e à saúde, não querem ser lembrados disso. Não querem e odeiam quando são, por isso nos odeiam tanto.

Eu poderia estender esse texto aos anti-feministas, anti-homossexuais, racistas, religiosos extremistas e reaças em geral, já que a proposta é a mesma. Eles estão no mesmo patamar de evolução. Essas pessoas falarão qualquer coisa para não admitirem que o correto é abrir mão da posição de conforto e privilégios em que vivem, para tentar mudar o mundo pra melhor.

Mudança é geralmente algo desconfortável para a maioria das pessoas. Sair da condição de explorador e abrir mão de certas coisas é ainda mais desconfortável. Para a maioria das pessoas, questionar crenças com as quais você cresceu e as escolhas que você fez durante toda a sua vida é algo muito grande para assumir. Algumas pessoas precisam de certo tempo e, infelizmente, outras pessoas sofreram tanta lavagem cerebral que elas nunca vão estar prontas para te ouvir.


Respostas curtas e diretas aos diversos questionamentos na aba "FAQ Veganismo".

32 comentários:

  1. Oi,você descreveu minha mãe todinha agora sei o que ela é,ela absolutamente citou TODOS comentários que citou! sou vegetariana quase vegana :) (até o fim desse ano consigo me tornar vegana) e minha familia toda é carnista e sou ovelha negra por ser vegetariana,sou conhecida como "a filha vegetariana",mas minha mãe é pior,as ultimas delas são dizer que não acredito em deus porque deus nos ensinou a comer carne,praticamente dizer que sigo o coisa ruim e que participo de uma ceita! enfim adorei o post,parabéns pelo blog.

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    1. Texto incrível mesmo, Eliana! O pior é que anti veganos realmente existem e muitos ingênuos te mandam essas coisas de que sua vida é uma ilusão, achando entender tudo, enquanto não.
      Vanessa, o que vc acabou de falar é exatamente a minha situação também! Sou lactovegetariana, e minha família é carnista, desses que não acreditam que uma pessoa pode viver assim e que eu vou ficar doente e morrer, já ouvi tanto comentário chulo sobre os sentimentos do alface, que Deus mandou todos comerem peixe e carne e quem não faz isso, tá agindo errado, que os animais foram feitos pra isso... Mas minha mãe, que também é a pior ouviu de alguma amiga que o Hitler era vegetariano e agora acha que os vegetarianos querem matar todo mundo também kkkkk

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    2. Oi Vanessa! Obrigada pelo comentário!
      Putz, sua mãe é assim? :(( Tenta responder todos os questionamentos delas com bons argumentos, que eu garanto que um dia ela vai pensar 2 vezes antes de criticar sua escolha! A minha mãe começou a me criticar no início e hoje ela e meu pai são vegetarianos, quase veganos.
      Olha, tem várias coisas na bíblia que os cristãos não seguem e não é por isso que as pessoas acusam de não acreditar em deus. E se deus é um ser tão bom como todos falam, por que ele iria aceitar e até incentivar que animais sencientes fossem escravizados até a morte?

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    3. Obrigada Thamiris!
      Essa do Hitler é de doer! É engraçado como que basta alguém dizer isso para todos começarem a acreditar. Como tem tanta certeza assim que ele realmente era vegetariano, se não há nenhuma prova? Hilter era um psicopata! Psicopatas não sentem emoção, não amam nenhum ser (só a si próprio). Há também relatos em biografias de que ele já testou veneno no próprio cachorro, que morreu. Belo amante dos animais, hein? Se ele gostava de cachorros, ele não era amante dos animais. Era amante dos SEUS cachorros. Coisa que qualquer madame socialite também é com seus Bichon Frisé, diga-se.

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    4. Para mim um Deus que mata animais em um afogamento (diluvio), pede animais para sacrificio etc nao se importa mesmo com o sofrimento dos animais...

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    5. Não mesmo! Esse deus da bíblia tá longe de respeitar os animais. Se deus tivesse mesmo querendo punir os humanos com o dilúvio, por que matar junto todos os animais que não tinham NADA a ver com isso? Por que matar de forma tão cruel (afogamento) animais inocentes?

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  2. Triste verdade Eliana :(
    Eu também passei (e ainda passo, infelizmente) por cada comentário infeliz desse quase que diariamente. Pra mim o dificil não foi a dieta em si, mas as pessoas! Gente, como as pessoas podem ser ruins e maldosas quando você cutuca a ferida delas e suas vidinhas conformistas (de maneira indireta, pois nunca fui de ficar julgando ngm nem pregando em prol do veganismo, eu incomodava com meus atos simplesmente).

    Parabéns, ótimo post como sempre! :)

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    1. Me identifico com seu relato, Jess! :)

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    2. Obrigada, Jess! É triste mesmo, principalmente ter que lidar com essa situação várias vezes na vida. É sim, eu não costumo sair falando pra todo parar de comer carne, mas basta você recusar uma carne que já começa o festival de perguntas e asneiras... Haja paciência!
      Beijos

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  3. Caramba, que texto foda. Parabéns, você conseguiu descrever certinho certinho hehehe. Cara, outro dia eu achei um texto anti-vegano na internet, ele tinha 3 páginas. Aí tipo.. a primeira, falava de coisas mais pro lado científico e biológico da coisa, então eu pensei "olha... tenho quase certeza de que isso não está certo, mas não sei, vou pesquisar melhor", e nas outras duas páginas, o cara começa a falar tanta merda, mas taaaaanta, vc não tem noção. Ele não se deu ao trabalho sequer de pesquisar a definição de veganismo. Tenta insultar os veganos algumas vezes, e muitas merdas que agora eu não lembro exatamente. Mas no final ele desafia que refutem o que ele disse, e não só comentar "mimimi". Cara. Eu queria e quero fazer isso. Mas vai dar um trabalho imenso, porque a cada frase, 7 erros. rsrrsrs Vê se pode uma coisa dessas! heheheh
    :***

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    1. Obrigada, Vitória!
      Eu sempre vejo esse tipo de página por aí, de pessoas que ouviram falar de veganismo, pensaram por 5 minutos no assunto e vem criticar com olhos vermelhos de raiva. Eu não posso ler, senão tenho que responder! Criei um Faq e faço ctrl c ctrl v, porque os argumentos são sempre os mesmos! Aqui mesmo no blog, aparece um ou outro tentando argumentar as mesmas coisas que eu escuto há anos. Haja paciência!
      Beijos

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    2. Responda isso se for capaz então!

      http://ceticismo.net/ceticismo/veganismo-desmascarado/

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    3. O que mais tem por aí é gente que acha que os outros são hipócritas porque teve o primeiro contato com um assunto, analisou as coisas com a superficialidade de uma ameba e se achou o Sherlock Holmes da contradição ideológica. O tema de libertação animal é um prato cheio pra encontrar gente desse tipo. As pessoas pensam por 5 minutos sobre libertação animal, se acham o gênio que vai ter uma ideia inédita e fantástica que derrubará toda a lógica defendida há décadas pelos ativistas. As pessoas tratam o veganismo e o direito dos animais como se fosse um assunto recém-criado e seus ideólogos não soubessem o que defendem.

      Esse texto do blog Ceticismo está lotado de falácias, generalizações, mentiras, informações erradas sobre biologia e nutrição e quase tudo (se não tudo) está refutado nesses links:

      http://belezavegan.blogspot.com.br/p/blog-page_5.html

      http://veganagente.consciencia.blog.br/resposta-ao-texto-veganismo-desmascarado/

      Se tiver alguma questão que não estiver sido respondida neles, só me falar que eu esfrego a resposta na sua cara.

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    4. Sobre testes em animais: http://belezavegan.blogspot.com.br/2013/10/testes-em-animais-um-mal-necessario.html

      http://belezavegan.blogspot.com.br/2014/01/resposta-as-falacias-de-quem-defende.html

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  4. Ainda bem que tenho a sorte de pouca gente ficar me enchendo o saco falando besteiras... hehehehehe
    Beijos!

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  5. O "argumento" das plantas é um dos piores. Primeiro dizem que devemos aumentar as classes de seres a serem considerados devido à senciência: humanos, animais e plantas, para depois diminuírem as classes a serem consideradas(na alimentação por exemplo): humanos.
    O objetivo é apontar uma incoerência do lado vegano, como se isso fosse o suficiente para demonstrar que o veganismo é errado. É isso que tentam os vloger/blogers que fazem a pergunta: "Você não usa remédio?". O problema é que se a coerência for o critério que demonstra que determinado posicionamento moral é certo ou errado, podemos "demonstrar" que o assassinato é certo caso encontremos uma pessoa que se diga contra o assassinato de humanos e mais tarde se descubra que, na verdade, ele era um assassino (incoerente, logo o que ele pregava está errado).
    Apontar a hipocrisia é uma tática ad hominem que nada diz se o uso de animais é justificado ou não.

    O desenho é bem legal, eu devo um legado ético a um antepassado que tinha a mesma capacidade moral que o animal a que ele perseguia com uma lança.

    Abraços.

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    1. É isso aí! Parece que o mais importante na vida dessas pessoas é ser coerente. A ética, que deveria ser o mais importante, não é levada em consideração. Um psicopata que mata animais por prazer e usa produtos testados em animais é coerente em suas ações. Já um vegano que tenta ao máximo diminuir o impacto negativo causado na vida dos animais e usa um remédio testado é incoerente, hipócrita e o veganismo é inviável, segundo os anti-veganos.
      Depois dá uma olhada nesse texto muito interessante, ele fala mais ou menos sobre isso: http://olharanimal.net/pensata-animal/luciano-carlos-cunha/637-o-argumento-de-que-tudo-o-que-importa-e-a-coerencia

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    2. Oi Eliana.
      Conheço o vasto material do Luciano Cunha, na verdade, seus artigos são minha maior fonte de conteúdo em Ética Animal.
      Minha opinião é que, veganismo sem uma base ética não tem alcance suficiente para proteger os seres vulneráveis que vivem um inferno todo dia. Por exemplo: o vegetariano pela saúde, pode não ver problema nenhum em comprar uma bolsa de couro, afinal, o fato de não comer carne tem somente o objetivo de lhe proporcionar uma saúde melhor. E assim podemos estender para meio ambiente e religião.

      O Luciano está com um novo blog( http://especismonao.net ), em que cada dia um post é publicado, conteúdo obrigatório pra quem se interessa pelo tema.

      Grande abraço.

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  6. Eliana, desculpa sair do assunto, mas comprei um pigmento da NYX, e quando fui olhar a lista de ingredientes vi que está escrito que pode conter carmim (75470). Digo isso pois dei uma olhada aqui no blog e vi que estas sombras constam como veganas. Acho que vou tentar trocar por algum produto da marca que não tenha nada de origem animal. Ah, parabéns pelo post, muito bem escrito e argumentado!

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    1. Oi Renata, obrigada pela informação. Já atualizei o post! Parece que mudaram a composição. Antigamente os pigmentos eram veganos e só tinham aqueles ingredientes que eu mostrei no passado. Pelo que eu vi no site da NYX, mudaram totalmente a composição: http://www.nyxcosmetics.co.uk/eyes/eyeshadow?product_id=98
      Menos 1 opção.. :((

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  7. Olá!
    Eu não sou vegan, tô longe de ser! rs Mas não é por isso que vou ficar dizendo que o objetivo de vocês é errado e blá blá blá. Acho que acima de tudo nós devemos respeitar a opinião e o modo de vida do outro sem anacronismos! Ah! E sair fora dessa ideia de uma "verdade absoluta", afinal isso não existe ;D
    Beijo!

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    1. Oi Beatriz!
      Eu vou discordar da sua opinião e espero que não fique brava! Eu não acho que exista um relativismo moral nesse caso, nem que o veganismo deva ser tratado como questão de opinião. O veganismo tem bons motivos para ser tratado como uma postura ética frente aos animais. E eu acho que existe uma verdade absoluta, sim! Já é unanimidade achar que a escravidão de pessoas é uma prática errada, não importa qual seja a opinião de alguém. É verdade absoluta que escravizar pessoas é errado. Eu entendo que certas coisas podem ser relativas, como opiniões a respeito de música, preferências pessoais etc. Mas outras coisas são simplesmente erradas!
      Beijos

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  8. Ótimo texto, Eliana =) Parabéns por ele.

    O carnismo militante é tão nojento quanto qualquer outro direitismo reacionário. E isso faço questão de ressaltar sempre que tenho a oportunidade.

    bjos!

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    1. Obrigada Robson! Fico muito feliz que tenha gostado do texto. Ainda há muito o que falar sobre carnistas e sempre que surgir a oportunidade, também irei abordar aqui, refutando as falácias mais comuns e que infelizmente passam despercebidas pela maioria das pessoas.

      Concordo com a sua abordagem de fazer críticas e réplicas diretamente à esses reaças e já fiz isso por aqui também, quando o assunto do Instituto Royal estava sendo muito discutido na mídia: http://belezavegan.blogspot.com.br/2014/01/resposta-as-falacias-de-quem-defende.html

      Beijos

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  9. Oi, Eliana. Conhecendo o blog agora e amando! Nao imaginava que aqui existissem blogs veganos como o seu. Adorei!
    Sou vegetariana a pouco tempo. Quero dizer, ideologicamente sou vegetariana, mas nao estou cumprindo com minhas ideologias pois moro com família e tal...
    Mas me responde uma coisa. Eu sempre fico intrigada quanto ao leite e ao queijo, gosto bastante de queijo, ha algo de errado em consumi-lo? algo que fuja do veganismo?

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    1. Olá Vany! Fico feliz que esteja gostando do blog!

      Essa questão dos laticínios não é tão óbvia mesmo, entendo você porque eu passei anos acreditando que não havia sofrimento quando não envolvia morte. Eu também amava queijo. No entanto, depois de pesquisar um pouco mais sobre todas etapas de produção de leite, percebi que era até pior do que a carne. Vou tentar ser breve, mas se interessar recomendarei uns links.

      Alguns dos motivos que me levaram a deixar de consumir os laticínios foram:

      - Para ter leite, assim como a mulher, uma vaca precisa estar “grávida” (ou prenha, como dizem). Antes do nascimento das crias, as vacas são diariamente ordenhadas por máquinas para fornecer leite ao produtor. Quando nascem os bebês, os fazendeiros separam imediatamente os filhotes de suas mães. Os que não são mortos, choram pela presença de suas mães por até 20 dias. Estes são os órfãos do leite. As mães, por sua vez, continuam berrando por suas crias por dias. Infelizmente eu tive o desprazer de presenciar isso na fazenda da minha avó.

      - Se o filhote for macho, está fadado a receber uma injeção que o mata, pois simplesmente não tem valor comercial no ciclo da indústria do leite. Alguns deles são destinados à produção de vitela (tipo de carne branca apreciada como iguaria). A vitela, embora seja uma carne bovina, é considerada branca por ser deficiente em ferro. Os bezerros machos são criados amarrados e em uma dieta com zero de ferro para que sua carne se torne macia, com músculos pouco desenvolvidos. Este processo dura alguns meses e o bebê macho é morto enquanto ainda é um bebê. Portanto, a carne de vitela é branca e macia porque vem de um animal anêmico e que é forçado a ficar parado por toda sua pequena vida.

      Se a filhote for fêmea, é encaminhada para outra área da fazenda onde vai crescer em espaços minúsculos para logo começar a ser inseminada e explorada como sua mãe foi e recomeçar o ciclo. Ainda bebês, têm seus chifres brutalmente impedidos de crescer: os fazendeiros passam uma espécie de pasta cáustica que faz com que as filhotes se contorçam de dor por horas. Nos chifres, estes animais têm milhares de terminações nervosas. Depois, um empregado esfrega um ferro quente na área para “matar” o chifre.

      http://vista-se.com.br/professora-de-zootecnia-da-usp-afirma-que-a-industria-do-leite-e-perversa/

      Se podemos obter todos os nutrientes encontrados nos laticínios em fontes vegetais, não há porque continuarmos financiando esse tipo de exploração. Tofu, brócolis e gergelim são ricos em cálcio, por exemplo.

      Vc pode encontrar queijos vegetais comerciais como o Mandiokejo, tofu e Tofutti (o melhor na minha opinião), ou fazer sua própria receita de tofupiry ou "queijo" de castanhas, por exemplo. http://www.veggietal.com.br/queijos-vegetais/ http://www.cantinhovegetariano.com.br/2013/10/vegueijo-queijo-vegetal.html

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  10. Valeu pela informação, Eliana!
    Eu já morei em frente a um abate de frango. Imagino como deve ter sido traumático presenciar isso para você... me pergunto como essas pessoas podem ser tao sangue frio e não se sensibilizar com isso? Elas matam como se fosse a coisa mais normal do mundo, sem derramar uma lagrima sequer.

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  11. Hoje eu entendo porque de as pessoas odiarem tanto o veganismo! Se muitos pensam igual a você, você pode tranquilamente colocar em sua cabeça que essa é a maneira correta de pensar - afinal se as pessoas concordam, não está errado. Isso mostra que você não provou para si mesmo que acredita no que diz acreditar e precisa que uma terceira pessoa te prove. Quando os carnistas veem que existem pessoas aderindo ao veganismo se sentem desconsolados pelo simples motivo de que eles não estão convencidos de que sua atitude esta certa, mas de algum modo aquilo o agrada e ele não quer sair da zona de conforto.

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  12. Encontrei um artigo que refuta a imagem do "Vegan chato do cara***". Adorei adorei adorei, até fiz uma dedicatória no final e tudo xD

    * http://grito-silenciado.blogspot.pt/2015/02/onde-esta-ilusao-resposta-imagem.html *

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    1. Olá Mel!

      Legal! O Robson é bom mesmo em refutar as falácias carnistas! Eu já tinha visto a imagem em resposta e as explicações e achei genial.
      Ele até comentou nesse meu post, aqui em cima, vc viu? :D

      Obs: A Trident daí disse que a goma base é vegana? Porque aqui Trident não é considerado vegano.

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  13. Imagino que um termo para entender isso é Vale da Estranheza.
    Quanto um robô começa a ficar muito parecido com um ser humano, sem ser um humano acontece uma grande queda de empatia, essa queda só deixa de existir quando este se torna exatamente igual a uma pessoa.

    Tal percepção ativa um mecanismo instintivo de defesa.

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